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7 filmes de ficção científica para usar na redação

Mesmo ambientado em futuros distantes ou realidades alternativas, os longas desse gênero quase sempre dialogam com os dilemas da sociedade atual

Por Luccas Diaz Atualizado em 8 mar 2021, 19h39 - Publicado em 27 nov 2020, 22h21

Repertório cultural é algo muito bem-vindo na redação do vestibular. Os professores defendem que tudo pode ser usado, dado o contexto e a abordagem correta. Produções audiovisuais são uma boa pedida quando conseguem conversar diretamente com o tema e demonstrar domínio do estudante sobre o tema. Uma boa pedida são os filmes de ficção científica que, por mais que se passem em tempos futuristas ou realidades alternativas, quase sempre retratam os dilemas e os preconceitos da sociedade atual.

Entre clássicos e novatos, o GUIA trouxe uma seleção com 7 filmes desse gênero que podem ser citados com contexto social na hora da redação.

JURASSIC PARK (1993)

Ainda hoje, quase três décadas depois do lançamento do primeiro filme, Jurassic Park continua vivo na cultura do cinema. A história de um grupo de cientistas que, através de reconstruções genéticas, conseguem criar dinossauros em um parque temático encantou e assustou os espectadores na mesma medida. Baseado no livro homônimo de 1990, do autor Michael Crichton, a obra é bem-vinda em redações que abordem temas como engenharia genética, vida artificial, relação homem e animal, e os limites da ciência.

2001: UMA ODISSEIA NO ESPAÇO (1968)

Tida por muitos como a obra-prima do diretor Stanley Kubrick, 2001: Uma odisseia no espaço se tornou um dos principais longas de ficção científica da história e entrou para o seleto grupo de filmes cults sci-fi. Milhares de anos no futuro, 2001 conta a história de uma expedição de astronautas à Júpiter para investigar a origem de um estranho objeto que foi reportado na Lua e que pode indicar vida alienígena. A tripulação está a bordo de uma nave controlada inteiramente por inteligência artificial e vão percebendo que a IA não os quer ali. Adaptação do livro de Arthur C. Clarke, o filme pode parecer um pouco “cabeça” demais, mas trata de assuntos que podem ser usados no texto, principalmente falando sobre a relação do homem com as IAs, a conquista do espaço e a busca do homem pelo desconhecido.

MATRIX (1999)

Outro sucesso de bilheteria, Matrix é o queridinho dos professores de Filosofia. O filme acompanha a descoberta do jovem programador Thomas Anderson, que atende no mundo dos hackers como Neo, de que a realidade não é o que parece. Todo o longa é como se fosse uma adaptação do mito da Caverna, do filósofo grego Platão. A ideia proposta pelas diretoras Lana Wachowski e Lilly Wachowski é que, em algum momento da história, as máquinas dominaram a humanidade e criaram uma realidade simulada para os humanos não acordarem do transe. Boa pedida para fazer paralelo com questões filosóficas a cerca da realidade, sobretudo os pensamentos de Platão e Sócrates.

JOGOS VORAZES (2013)

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Essa distopia que marcou a década de 2010, é composta por três filmes que são adaptações dos livros da autora Suzanne Collins. O mundo de Jogos Vorazes imagina um futuro em que o continente norte americano, depois de guerras e ataques nucleares, se dividiu em distritos, cada um responsável por produzir algo vital para a existência humana. Tudo isso para que os habitantes da capital, pessoas extravagantes, viciadas em cirurgias plásticas e alterações genéticas, vivam de forma luxuosa e sem trabalho. Além da divisão em distritos, foi estabelecido um reality show anual em que um grupo de jovens é sorteado e colocado em uma arena para lutar até que sobre apenas um. Os filmes são uma boa reflexão sobre a relação da sociedade com a mídia, a desigualdade social e o papel da manutenção de um suposto padrão de beleza no elitismo.

METRÓPOLIS (1927)

O clássico dos clássicos! Metrópolis é um filme de ficção científica alemão de 1927 considerado obrigatório para os fãs do gênero. O longa imagina um mundo futurista protagonizado por um grande centro urbano repleto de máquinas, inteligências artificiais e construções luxuosas. Entretanto, para a manutenção desse mundo, as pessoas menos privilegiadas são obrigadas a trabalhar no subterrâneo da cidade, em péssimas condições de vida e em trabalhos injustos. Um romance entre o filho de um importante político da cidade e uma jovem trabalhadora do subterrâneo fará com que as duas sociedades colidam. Utilizar esse filme na redação é uma boa pedida se o estudante quer demonstrar repertório de filmes clássicos, é preciso ficar atento, porém, ao seu uso adequado. Uma boa maneira é relacionar Metrópolis com o papel do homem no uso de máquina, na desigualdade e no crescimento desacelerado dos centros urbanos, e na automação de trabalhos antes braçais.

EX_MACHINA: INSTINTO ARTIFICIAL (2013)

Produções audiovisuais que imaginam um momento em que as inteligências artificias se virem contra a humanidade não sou poucas. Exemplos mais recentes, como o seriado Westworld (2018-), abordam o tema sempre imaginando que os robôs, em determinando momento, adquiram sentimentos humanos. A proposta de Ex_Machina, porém, é debater a relação do homem com os robôs e encará-lo de forma que se coloque lado a lado a beleza da criação de algo feito pelo homem e o seu possível teor destrutivo contra o homem. A história acompanha um jovem e recluso inventor que está testando Ava, uma androide com inteligência artificial. O longa aborda não somente os caminhos da IA, mas também os perigos dos algoritmos e o uso de dados dos usuários por grandes empresas de tecnologia.

O DOADOR DE MEMÓRIAS (2014)

O filme de 2014 é uma adaptação do livro de mesmo nome, de 1993. O Doador de Memórias acompanha a jornada de Jonas, um jovem rapaz que vive em uma cidade onde tudo é aparentemente perfeito, planejado e previamente discutido. Diariamente, os moradores devem injetar um remédio obrigatório e seguir seus trabalhos e caminhos, tudo definido pelo governo. Neste mundo, atravessar as fronteiras da cidade é terminantemente proibido e ninguém sabe o que há além. Tudo muda quando Jonas é indicado ao cargo de o novo doador de memórias. O longa, que, inclusive, começa em preto e branco e vai ficando colorido conforme a narrativa, debate temas que podem cair nas redações, sobretudo o poder da alienação, a importância da memória histórica, e o poder do governo perante os cidadãos em ditaduras.

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