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“A liberdade guiando o povo”: entenda a obra de Eugène Delacroix

Das cores à composição, alegoria da revolução catalisa a estética romântica e declara confiança no futuro da humanidade

Por Redação do Guia do Estudante
Atualizado em 29 Maio 2023, 16h09 - Publicado em 28 mar 2023, 14h15

Em meio à fumaça dos canhões, uma mulher vigorosa, de peito nu, empunha a bandeira da França e um rifle. Seu rosto volta-se para trás, como quem olha o passado, e convoca aqueles que ainda estão lá para segui-la rumo a um futuro melhor. A obra do pintor Ferdinand-Victor-Eugène Delacroix (1798-1863) apresenta os eventos da revolução de julho de 1830 em Paris, também conhecida como “Os Três Dias Gloriosos”, que depôs Carlos 10, monarca da família Bourbon, e pôs em seu lugar o filho do duque de Orléans, Luís Filipe, que participou da Revolução Francesa.

Repleta de metáforas, como a luminosa fumaça dos canhões, dissipada como a nebulosa situação da burguesia que caminha em direção à luz, a obra carrega alta carga alegórica. Nela, o vermelho, o branco e o azul ” as cores do país ” tingem a atmosfera, conferindo-lhe ritmo.

As linhas dispõem os elementos numa formação triangular que guia o olhar do observador desde os corpos inertes estendidos no chão até a mulher altiva, a representação da vitória, que se ergue entre os que por ela se sacrificaram. A composição harmoniosa é, dessa forma, arranjada em favor de um único objetivo, de uma idéia central: a glorificação do levante.

Todos os personagens do quadro se engajam em benefício da liberdade. Do lado direito, a força da juventude configura-se no menino armado, o único meio que o povo teria para fazer valer seus direitos e conquistas. À esquerda, o trabalhador aparece logo atrás do burguês, que tem as feições do próprio artista. A bandeira não se insere inteiramente na tela: parte dela ultrapassa os limites do quadro, um recurso que depois seria muito utilizado pelos impressionistas. Nesse caso, Delacroix lançou mão do expediente para intensificar a força da revolução.

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Apresentado no Salão de Paris de 1831, o quadro foi aclamado pela crítica e destinado pelo próprio Luís Filipe ao Museu Real do Palácio de Luxemburgo. Apenas em 1874 iria para o Museu do Louvre.

Filho de pai diplomata, Delacroix teve educação iluminista num meio altamente politizado. Almejava ser um pintor clássico, mas tornou-se um expoente do romantismo francês ao narrar os grandes acontecimentos com fervoroso sentimento humanista.

A Liberdade Guiando o Povo / Eugène Delacroix
Técnica – Óleo sobre tela
Tamanho – 260 x 325 cm
Local – Museu do Louvre, Paris (França)

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Esse texto faz parte do especial “100 Obras Essenciais da Pintura Mundial”, publicado em 2008 pela revista Bravo!

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