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Enem 2013 terá lacre eletrônico e número maior de corretores

Ministro da Educação informou detalhes envolvendo o exame

Por da redação Atualizado em 16 Maio 2017, 13h35 - Publicado em 24 jul 2013, 16h23

Na edição deste ano, todos os malotes que transportarão as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) terão lacres eletrônicos. O anúncio foi feito nesta terça-feira (23) pelo Ministro da Educação, Aloizio Mercadante, junto com outros detalhes logísticos.

Os lacres eletrônicos, já usados em 10 mil malotes na prova de 2012, registram o horário do fechamento do malote na gráfica e o horário em que foi aberto no local de aplicação da prova, aumentando assim a segurança no processo. Em outras palavras, se alguém abrir a prova antes da hora, esses lacres eletrônicos vão denunciar.

O Enem 2013, que será aplicado nos dias 26 e 27 de outubro, registrou um número recorde de inscrições: foram 7.173.574 candidatos ao todo. Para atender a essa demanda, serão impressas 15,7 milhões de provas e a logística envolverá 1.661 municípios, 15.576 locais de prova, 63.340 malotes e 9.480 rotas de distribuição. Em 2012, os números foram menores: eram 12,7 milhões de provas, 1.615 municípios, 15.076 locais de prova, 48.341 malotes e 9.788 rotas de distribuição.

O número de corretores também aumentou: serão 8,4 mil este ano, contra 5,6 mil em 2012. Quanto ao custo do exame, Mercadante disse que deve ser o mesmo de 2012, em torno de R$ 46 por aluno. Segundo ele, isso equivale a um terço do custo da maioria dos vestibulares do país.

Segundo o MEC, as provas já estão em produção e os profissionais envolvidos na aplicação e correção estão sendo preparados. Na segunda quinzena de agosto, será lançado o Guia do Participante 2013, que detalha os critérios de correção das redações, orienta os estudantes e apresenta exemplos de redações que obtiveram nota máxima no exame.

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Mudanças na correção

Além de contar com um número maior de corretores, o Enem 2013 terá mais supervisores e coordenadores para monitorar as correções. “Todos os corretores estão passando por uma capacitação de 136 horas e haverá uma avaliação permanente, on-line, durante o processo de correção”, acrescentou o ministro.

Como já havia sido anunciado, a correção das redações também será mais rigorosa. Em 2012, redações com graves erros gramaticais e inserções indevidas no texto (como receita de miojo ou hino de time de futebol) receberam notas muito altas e causaram polêmica.

 

Confira algumas das mudanças na correção da prova de redação:
– Inserções indevidas no texto (como receita de miojo ou hino de time de futebol) serão zeradas;
– Só serão aceitos desvios gramaticais excepcionais e que não caracterizem reincidência.
– A discrepância de nota dada pelos dois corretores da redação só precisa ser superior a 100 pontos para que ela seja corrigida por um terceiro. Antes, era preciso haver uma diferença de nota superior a 200 pontos. Com isso, a expectativa é que uma a cada três redações vá para um terceiro avaliador – antes, o índice era de aproximadamente 21%.
– Os avaliadores terão mais horas de treinamento para a correção das provas.
– Os corretores precisarão dar justificativa para a nota máxima na redação (que é mil) e para erros gramaticais aceitos (por serem considerados exceção).

 

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