Clique e Assine o Passei! a partir de R$ 9,90/mês

MEC estuda criar novo Enem online e com mais de uma edição por ano

Proposta ainda precisará ser apresentada à presidente Dilma Rousseff antes de ser aprovada

Por da redação Atualizado em 16 Maio 2017, 13h56 - Publicado em 9 jan 2015, 15h46

O Ministério da Educação (MEC) estuda adotar um formato online para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A prova também passaria a ser aplicada mais vezes por ano, em vez de uma única edição presencial, como acontece hoje. As mudanças, no entanto, ainda precisam ser formalmente repassadas à presidente Dilma Rousseff antes de serem aprovadas.

– Resultado do Enem 2014 será divulgado em 13 de janeiro

Em entrevista dada ao jornal Folha de S. Paulo, o atual ministro da Educação, Cid Gomes, disse estar empenhado para apresentar a ideia à Presidência e para adotar o novo modelo ainda durante seu período à frente da pasta, ou seja, antes do fim de 2018. No entanto, não existe um projeto formal pronto. Segundo a assessoria de comunicação do MEC, ainda serão realizados estudos para descobrir o melhor formato para a prova.

Segundo Cid Gomes, a prova passaria a ser respondida em terminais de computadores, em locais credenciados para fazer o Enem. Ao invés de ser aplicado em apenas um fim de semana, o exame estaria disponível por mais dias, deixando a cargo do estudante a escolha pela melhor data.

O estudante também poderia fazer o Enem quantas vezes por ano desejasse e ficaria a cargo das instituições de ensino superior escolher quais edições seriam aceitas para o ingresso. O ministro defende que a primeira aplicação seja gratuita, paga pelo próprio governo. Nas demais, o pagamento da taxa de inscrição seria a cargo do estudante.

Outras provas no exterior, como o SAT Reasoning Test (teste de raciocínio, numa tradução livre) norte-americano – semelhante ao Enem brasileiro – também é aplicado mais de uma vez ao ano.

Continua após a publicidade

Impasses para o novo formato

No novo formato previsto pelo ministro Cid Gomes, cada estudante faria uma prova diferente, com escolha aleatória das questões. Um dos problemas desse modelo é a necessidade de um extenso banco de questões, grande o suficiente para atender a todas as demandas do Enem. Uma das exigências do MEC é que ele se torne público para que entidades possam analisar as perguntas e questioná-las, se for o caso.

Sobre a possibilidade de estudantes decorarem as respostas, Cid Gomes rebate: “Seriam milhares de perguntas para cada área. Se o aluno conseguir decorar todas, ele é um gênio”, disse à Folha.

Outro ponto que precisará ser estudado a fundo é a responsabilidade pela aplicação. O MEC precisará escolher uma rede confiável para aplicar as provas para não colocar em risco a credibilidade do resultado do Enem.

A proposta de adotar mais de uma edição por ano do Enem já foi levantada anteriormente pela própria presente Dilma Rousseff e pelo então ministro da Educação, Fernando Haddad, em 2012. No entanto, as dificuldades logísticas impediram que a ideia fosse levada adiante.

LEIA MAIS

– Notícias de vestibular e Enem
 

 

Continua após a publicidade
Publicidade