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Polícia Federal prende candidatos do Enem com ponto eletrônico

Candidatos já haviam tido acesso ao tema da redação antes da prova; gabarito era passado através de escuta e mensagens de texto

Por da redação - Atualizado em 16 Maio 2017, 13h40 - Publicado em 7 nov 2016, 18h37

A Polícia Federal realizou duas operações (Embuste e Jogo Limpo) em oito estados do Brasil para desarticular organizações criminosas que vendiam o gabarito e o acesso antecipado à prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano. Foram presas 11 pessoas em flagrante.

Um dos candidatos, no Ceará, trazia um rascunho da redação pronta no bolso. As informações são do jornal Folha de S.Paulo e da Agência Estado.

Segundo a PF, a modalidade de fraude mais comum podia ser feita de duas formas: o candidato realiza a prova e recebe o gabarito através da escuta, ou uma pessoa designada se passa pelo candidato e faz a prova em seu lugar. O valor poderia custar entre R$ 40 a R$ 200 mil.

O trabalho foi feito também em conjunto com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que identificou gabaritos anteriores suspeitos de fraude de pessoas que fariam o exame novamente este ano.

Os presos poderão responder por crimes contra o patrimônio, a fé e a paz pública. Veja aqui mais informações.

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