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Presidente do Inep diz o que esperar do Enem da pandemia

Alexandre Lopes fala sobre a identificação fora da sala, o que fazer em caso de sintomas de covid-19 e orienta sobre uso da máscara

Por Wender Starlles Atualizado em 21 jul 2021, 11h54 - Publicado em 22 dez 2020, 17h33

A edição 2020 do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) não traz nenhuma alteração de conteúdo ou formato em relação a anos anteriores, mas certamente será uma experiência diferente para os estudantes. Além da mudança na data – confira o calendário de Enem, Prouni, Fies e Sisu –, o uso de máscara será obrigatório e haverá menos alunos por sala de aula, para evitar aglomeração. Espera-se que sejam usadas 205 salas em 14 mil pontos de aplicação. Em 2019, segundo o Ministério da Educação, foram 145 mil salas em 10 mil pontos.

Os locais de prova ainda não foram divulgados, mas o presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), Alexandre Lopes, garante que não há chance de o exame ser adiado mesmo diante da alta de casos de covid-19 no Brasil. “Estamos preparados para aplicar a prova durante o ambiente de pandemia”, disse, em entrevista ao GUIA.

Na conversa, Lopes também contou como será feita a identificação dos estudantes para evitar aglomeração e a instrução dos fiscais para eliminar quem se recusar a usar a máscara, como exigido no edital. O presidente do Inep também explicou o que o aluno deve fazer caso esteja com sintomas de covid-19 perto do dia da prova.

E se você achou estranho que o Prouni e o Fies vão abrir inscrições antes da divulgação das notas desta edição do Enem, fique tranquilo. Segundo Lopes, haverá três edições dos programas este ano, para contemplar a variação dos calendários das universidades. O MEC prevê reabrir vagas em abril, uma vez que as notas do Enem devem sair dia 29 de março.

Leia os principais trechos da entrevista:

GUIA – O número de casos tem aumentado. Existe alguma possibilidade de o Enem ser adiado?

Alexandre Lopes – Estamos preparados para aplicar a prova durante o ambiente de pandemia. No nosso ponto de vista, não há necessidade de um novo adiamento, até por causa do calendário das universidades, que começa no primeiro semestre de 2021 e utiliza as notas do Enem. Os locais de provas já estão todos preparados e as provas já estão a caminho dos destinos desde o dia 11 de dezembro.

GUIA – Como o Inep pretende garantir a segurança dos estudantes durante o exame?

Lopes – Pessoas que pertencem a um grupo de risco, por exemplo, com mais idade ou grávidas, já colocamos em salas especiais que têm um quarto da capacidade de uma sala normal. Ou seja, numa sala em que cabem 40 pessoas, haverá só dez fazendo a prova. Para os demais participantes, reduzimos a capacidade pela metade. Como muitas escolas já estavam se preparando para voltar às aulas, elas já tinham reorganizado a capacidade das salas. Estamos respeitando essa decisão. Há ainda a recomendação de que locais com ar-condicionado deixem as janelas e portas abertas para favorecer a ventilação natural.

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  • GUIA – Haverá alguma mudança para os alunos no dia da prova?

    Lopes – Este ano, a identificação do estudante será do lado de fora da sala. Antes de entrar, ele terá que se identificar mostrando rosto e documento, em seguida passará álcool gel nas mãos. Também haverá marcações para manter o distanciamento social. Todos deverão estar de máscara e o participante, inclusive, pode levar mais de uma. Faremos uma higienização mais intensa nos locais de prova antes da abertura dos portões e aumentaremos a frequência da higienização dos banheiros. Tudo isso para garantir a segurança das pessoas.

    GUIA – Como o estudante deve proceder com a máscara durante a prova?

    Lopes – Quando foi comer ou beber água, ele tem que tirar a máscara, mas deve colocá-la em seguida. Não pode comer devagar. O fiscal foi orientado a verificar o tempo razoável para os estudantes se alimentarem. O candidato que se recusar a usar máscara está eliminado. Importante lembrar que, se algum dispositivo eletrônico do estudante tocar durante a prova, ele também será eliminado, mesmo que o aparelho esteja no porta-objetos. Essa recomendação de segurança foi dada pela Polícia Federal e decidimos acatar.

    GUIA – O que acontece se o estudante tiver covid-19 ou suspeita da doença no dia da prova?

    Lopes – Na semana anterior de cada aplicação do Enem (presencial, digital e para pessoas privadas de liberdade), vamos abrir na página do participante um campo em que o aluno vai poder dizer se está com uma doença infectocontagiosa prevista em edital. Ele vai juntar os documentos necessários para mostrar que está doente, uma declaração do médico ou exame positivo, por exemplo. Isso permitirá que ele solicite uma reaplicação, mas o Inep vai avaliar cada caso. Apenas se a solicitação for aceita o estudante terá direito à reaplicação.

    GUIA – E se o estudante acordar com febre no dia da prova, por exemplo? O que deve fazer?

    Lopes – No dia da prova, se acordar com algum sintoma, o estudante deve ligar no 0800 616161. Lá ele receberá as orientações do que pode ser feito. Apenas o médico pode informar se aquele caso é suspeito de covid-19. Ou então, a partir dos sintomas, caracterizar uma outra doença. Cada situação é única, mas será com base na ligação que daremos as orientações. Porém, o correto é procurar o médico, porque ele pode dar uma declaração de que o participante apresentou determinados sintomas suspeitos. Aí a gente manda ele para a reaplicação. Dependendo do horário em que o candidato acorda, dá tempo de procurar um médico, já que a prova acontece à tarde. Importante ressaltar que a replicação não é em qualquer situação, é apenas para casos específicos.

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