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Procurador da República irá pedir anulação da prova do Enem 2011

Decisão do MEC de cancelar provas de alunos que tiveram acesso a questões não muda orientação do MPF, que é de que a Justiça anule pelo menos as 13 questões da prova que vazarem

Por Kleyson Barbosa Atualizado em 16 Maio 2017, 13h49 - Publicado em 26 out 2011, 19h18

O anúncio do Ministério da Educação (MEC) de que só os estudantes do Colégio de Fortaleza (CE) que tiveram acesso a questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2011 terão que refazer a prova  não agradou o Ministério Público Federal. O procurador da República no Ceará, Oscar Costa Filho, afirmou que vai defender na Justiça a anulação da avaliação em todo o território nacional. “Eu passei o dia negociando com a presidente do Inep (autarquia do MEC que organizou o Enem) e o que vou defender na Justiça é que o vazamento teve como efeito questões viciadas na prova. Irei propor a suspensão do exame ou pelo menos a anulação de 13 questões viciadas”, diz o procurador.

MEC cancela provas do Enem de 639 alunos de escola no Ceará
Veja imagens das questões do Enem 2011 que apareceram da mesma maneira em simulado de colégio de Fortaleza

Em nota, o MEC decidiu cancelar a prova do Enem 2011 dos 639 alunos do Colégio Christus, de Fortaleza (CE), por reconhecer que o simulado feito pela escola duas semanas antes do Enem 2011 tinha questões idênticas às do exame, aplicado. Segundo o MEC, todo o procedimento de aplicação do Enem 2011 foi revisado e não foi encontrada nenhuma ocorrência de vazamento na sua aplicação.

Costa Filho defenda a anulação do exame porque acredite que, sem investigação, ainda não é impossível antecipar que o colégio foi o único responsável pelo vazamento. “Não dá para saber quem realmente foi beneficiado com o ocorrido”, afirma.

 

 

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