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Universidades federais apoiam o uso do Enem

Mesmo com os problemas apresentados no exame e a suspensão da prova, reitores e pró-reitores garantem que continuarão usando o exame

Por por Mariana Nadai Atualizado em 16 Maio 2017, 13h45 - Publicado em 11 nov 2010, 17h18

No último final de semana, 6 e 7 de novembro, cerca de 3,3 milhões de estudantes realizaram a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2010. O exame apresentou problemas graves, como a inversão do gabarito nas provas azul e rosa e erro de impressão na prova amarela, e está suspenso segundo determinação da justiça do Ceará. Apesar de tudo isso, reitores e pró-reitores das universidades federais continuam apoiando o uso da prova em seus processos seletivos.

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Segundo o vice-reitor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o professor Francisco José Dura Souto, o Ministério da Educação (MEC) tem condições de resolver a questão. “Lamentamos tudo o que tem acontecido com o exame, mas mantemos a posição do ano passado, de depois que a prova vazou: vamos esperar o MEC tomar as providências necessárias. Em 2009, o ministério resolveu essa questão em tempo recorde. Neste ano não teria motivo para as coisas acontecerem de forma diferente”, diz.

O professor afirma que o novo formato do Enem, agora usado como primeira fase ou fase única do vestibular de várias instituições de ensino superior do Brasil, foi fundamental para a instituição mato-grossense. “Esse processo realmente democratizou o acesso às universidades federais. Aqui em Mato Grosso, por exemplo, nosso vestibular era realizado em apenas quatro cidades. Hoje, com o Enem, mais de 70 municípios no estado realizam a prova”, relata Francisco José Dura Souto.

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Erros são considerado normais
“O Enem é um processo em fase de implementação. Há apenas dois anos ele tem essa proposta, de ser o vestibular das federais, é algo relativamente novo. Por isso, considero normal que esses tipos de erros aconteçam”, afirmou o pró-reitor de graduação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), o professor Ricardo Carneiro de Miranda Filho.

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O fato de o Enem ter apresentados erros e estar suspenso, segundo o pró-reitor, não é motivo para deixar de usar a prova como vestibular. “Considero, inclusive, que a UFBA foi muito sábia ao decidir que o Enem fosse a prova de apenas alguns cursos. Isso foi decidido porque acreditamos que o exame não está totalmente maduro. Mas a nossa intenção é que, conforme a prova for se ajustando, ela passe a ser o vestibular de mais cursos da instituição”, explica o professor.

– Você teve algum problema durante o Enem? Sentiu-se prejudicado? Conte para a gente

O reitor Clélio Campolina, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que utiliza o Enem como 1ª fase do vestibular, também afirmou que a aplicação de um exame dessa magnitude é um processo de aprendizado e que de fato é necessário o aperfeiçoamento de alguns detalhes. Mas, garantiu que, apesar desses problemas, a universidade deve continuar utilizando a prova.

Em nota para a universidade, o reitor afirmou que considera o Enem um sistema necessário, que precisa ser preservado. Para ele, o exame trará para o sistema de ensino um maior conhecimento dos alunos nas diferentes escolas, algo a que não tínhamos acesso anteriormente.

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