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6 motivos pelos quais você deveria estudar Latim

A língua pode ser até considerada morta, mas o seu estudo, e as vantagens advindas dele, estão mais vivos do que nunca

Por Luccas Diaz Atualizado em 8 mar 2021, 19h51 - Publicado em 23 dez 2020, 06h00

É muito provável que, ao perguntar para uma pessoa mais velha, ela responda que, nos seus tempos de escola, tenha estudado latim. A língua clássica era presença constante nas grades curriculares principalmente nas instituições religiosas até algumas décadas atrás. Nos últimos anos, as mudanças nas prioridades de ensino e as novas habilidades cobradas pelo mercado de trabalho acabaram deixando o ensino do latim de lado. O seu estudo, porém, ao contrário do status da língua, continua vivo! Se dedicar ao aprendizado de latim como se encara uma língua estrangeira como o inglês pode trazer vantagens surpreendentes para o estudante.

A importância do latim se dá pela sua presença maciça nas civilizações antigas. Nascida na região do Lácio, a língua foi o idioma oficial do Império Romano e, posteriormente, na Idade Média, foi adotada pela Igreja Católica como a língua a ser utilizada nas missas, rituais, documentos e escrituras. Como a Igreja Católica era a maior detentora de conhecimento na época, a língua se tornou o idioma dos estudos acadêmicos e filosóficos. Isso explica, até os dias de hoje, a presença de tantas palavras e expressões latinas em áreas mais tradicionais, como o Direito.

O latim foi durante mil anos a língua franca, ou seja, a língua usada por pessoas de diferentes regiões e nacionalidades do mundo para se comunicar – algo como o inglês é hoje. É considerado o ancestral de uma série de línguas modernas, como o italiano, o francês, o espanhol e até mesmo o português. Estudar latim é entrar em contato com um mundo do passado para entender melhor o futuro. Não acredita? O GUIA dá 6 motivos pelos quais você deveria dar uma chance ao estudo dessa língua surpreendente.

1.) É a língua perfeita para quem é de exatas e TI

Surpreso
Netflix via Tenor/Reprodução

Quem acha que o mundo das letras é o oposto do mundo dos números erra feio quando se trata de latim. A língua é extremamente lógica e organizada em sua estrutura. Assim como estudar matemática, se dedicar ao estudo do idioma é uma forma de cultivar o raciocínio e aguçar a mente, ensinando-a a atentar aos detalhes. Além de aprimorar as habilidades de resolução de problemas e treinar o pensamento crítico. Não é à toa que grandes programadores e profissionais da área de tecnologia têm se dedicado ao estudo da língua. Mark Zuckerberg, criador do Facebook, é um deles!

2.) Ajuda a ser mais disciplinado e focado

Exausto
Columbia Pictures via Tenor/Reprodução

Ao estudar latim, o cérebro é treinado a examinar as estruturas frasais de modo mais intuitivo, sobretudo em exercícios de tradução. No aprendizado de latim, com suas declinações e variações, é necessário obedecer a um sistema e ser extremamente metódico. Quanto mais alta a precisão, maior será a chance de traduzir uma frase corretamente. Com o tempo, isso estimulará a disciplina e auxiliará até os mais distraídos a cultivarem uma mente mais organizada.

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3.) Possibilita beber o conhecimento direto da fonte

Livros
Tenor/Reprodução

Grandes pensadores, filósofos, inventores e cientistas do mundo antigo possuíam algo em comum além dos trabalhos deixados para a eternidade. Todos eles falavam latim! Pelo fato de a língua latina ser uma das mais comuns na antiguidade, a maioria dos grandes pensadores do Ocidente escreveu suas obras em latim. Ao se dedicar ao estudo dessa língua, é possível se conectar de uma forma única; indo direto à fonte dos maiores conceitos e aprendizados da humanidade. É poder ler as prosas de Cícero, os diários de Júlio César e até mesmo as teorias de Isaac Newton no original. Claro, são necessários anos e anos de prática para poder ler uma obra completa em outra língua (ainda mais obras da antiguidade), mas nada impede o estudante de começar traduzindo frases e pequenos trechos.

4.) Aumenta o seu vocabulário e entendimento do português

Livros na estante
Pinterest/Reprodução

Sim, ao estudar latim, você aprende melhor o português. A afirmação pode até parecer desconexa de início, mas basta uma olhada rápida na árvore genealógica da Língua Portuguesa para entender o motivo. As línguas Indo-Europeias deram origem a uma série de grupos linguísticos, entre eles o Itálico. Este, por sua vez, deu origem ao Latim, que, no decorrer dos séculos, se tornou a base de outras nove línguas: romeno, dalmático, italiano, espanhol, catalão, provençal, francês, rético, sardo e português. Com o estudo de latim, você verá com mais facilidade a origem das palavras, ajudando a entender o motivo da formação de cada uma. E, com a prática, poderá até auxiliar na hora de lembrar se certa grafia certa é com dois s ou c.

5.) Facilita o cérebro a se tornar poliglota

Leviosa, not leviosar
Warner via Tenor/Reprodução

Ao estudar latim, você estuda a raiz das línguas românicas. Por isso, fica muito mais fácil enxergar os padrões para aprender qualquer língua dessa origem. Tanto é que muitos professores defendem que é muito mais fácil aprender francês e espanhol para quem fala português do que aprender inglês, que vem de línguas germânicas. Se o estudante tem interesse em falar mais de uma língua, ou até mesmo quer se tornar um poliglota, estudar paralelamente o latim influencia de modo significativo no entendimento de todas as línguas românicas, facilitando o aprendizado.

6.) Diferencia o seu currículo

Dead Poets Society
FOX via Tenor/Reprodução

O mercado de trabalho busca cada dia mais candidatos que tenham um diferencial. Ao se dedicar aos estudos clássicos, como o da língua latina, demonstra-se aptidão nas duas áreas das mais difíceis e importantes do aprendizado: matemática e linguagens. A lógica e a rigorosa organização do latim influenciam o raciocínio matemático e o seu aprendizado cumulativo treina o cérebro para aprender novos idiomas. Além disso, demonstram dedicação do candidato para além do currículo obrigatório. Ter latim como uma das línguas no currículo pode não apenas impressionar o entrevistador, que verá o candidato com outros olhos, mas também ser um dos fatores de desempate na hora da contratação.

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