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6 técnicas de memorização que podem te ajudar no Enem e no vestibular

Faltando menos de uma semana para a prova, algumas ferramentas que facilitam a apreensão de fatos e conceitos são mais que bem-vindas

Por Julia Di Spagna Atualizado em 29 out 2019, 14h18 - Publicado em 28 out 2019, 17h52

Você já estudou diversas matérias ao longo do ano. Entendeu contextos complexos, sabe explicar acontecimentos históricos e consegue resolver uma série de equações. Mas e se na hora da prova ocorrer o famoso “branco”?

Isso realmente pode acontecer, mas nada de pânico! Segundo Solange Jacob, diretora acadêmica do Método Supera – Ginástica para o Cérebro, empresa dedicada exclusivamente ao desenvolvimento das capacidades cerebrais, a atenção, a concentração e a habilidade de memorização também podem ser fortalecidas. A base para possibilidade está na neuroplasticidade. 

A ideia é que o cérebro e as habilidades cognitivas podem se desenvolver de acordo com estímulos externos. Dentro das salas de aula de ginástica para o cérebro do Método Supera, por exemplo, o aluno entra em contato com atividades capazes de ativar os neurônios.

  • Separamos seis técnicas que podem te ajudar a memorizar alguns conceitos importantes que você tem dificuldade de lembrar. Nessa reta final para o Enem, elas podem podem fazer toda a diferença. Veja a seguir:

    Rimas

    As rimas ajudam a organizar palavras na mente e facilitar associações. Dessa forma, se der um “branco” no meio da prova, é válido recorrer ao recurso. Um exemplo muito utilizado serve para ajudar a saber se você deve ou não usar a crase: “Vou a e volto da, crase há/ Vou a e volto de, crase para quê?”

    Outra rima muito usada na matemática começa com o poema de Gonçalves Dias e serve para decorar a fórmula:

    sen(A+B) = senA.cosB + senB.cosA

    Rima: Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá SENO A COSSENO B , SENO B COSSENO A

    Imagens e humor

    Outra tática, que é muito útil para gravar figuras importantes da História, é imaginar uma cena e colocar um pouco de humor. Pense em algum nome difícil de gravar. Agora, imagine essa pessoa fazendo algo diferente, estranho ou engraçado que tenha alguma relação com o som de seu nome. Assim não fica mais fácil de lembrar?

    Exemplo: Acha muito difícil guardar o nome do Jânio Quadros? Por que não imaginá-lo pendurando um quadro?

    Não consegue lembrar do nome do autor de Sagarana? Tente imaginar Guimarães Rosa colhendo flores em um jardim com o livro embaixo do braço.

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    Lembre-se: o objetivo aqui não é ter ideias brilhantes ou associações inimagináveis, mas usar recursos simples, como trocadilhos e piadas, a seu favor.

    Frases

    “Hoje Li Na Kama Robinson Crusoé em Francês”. Talvez algum professor de Química já tenha dito essa frase para você. Ela serve para ajudar a lembrar quais os elementos da primeira coluna da tabela periódica.

    O método aqui utilizado foi organizar um conceito de forma que as letras iniciais do que você deseja recordar formem um significado próprio. 

    A tabela periódica, de maneira geral, é excelente para esse tipo de método. O grupo 6A (O/S/SE/TE/PO/Lv), por exemplo, pode ser memorizada com a frase “os sete porquinhos leves”, enquanto os gases nobres (He, Ne, Ar, Kr, Xe, Rn, Og) podem ser lembrados por “Heitor Nem Arranca Kriptonita do Xerife de Rondônia que é Ogro”.

  • Mesclar informações novas e velhas

    Associar novas informações a conhecimentos que você já adquiriu é outra ótima técnica. Contextualize tudo que você precisa memorizar. Por exemplo: quer gravar como funciona o processo de transmissão de ondas de calor? Tente pensar em como ele acontece quando estiver com um copo quente em suas mãos.

    Outra sugestão é pensar no funcionamento de um pilha quando vai ligar sua televisão com o controle remoto ou em geometria durante um jogo de bilhar.

    A boa e velha escrita

    Ao escrever, o seu cérebro recebe diversos estímulos para buscar palavras, sintetizar ideias, criar uma linha de raciocínio, fazer associações, exclusões e decidir o que de fato vai para o papel. Assim, sua atividade mental usa funções da memória e então fica mais fácil reter as principais informações sobre o que foi escrito. 

    Pense que você passou horas estudando sobre a Segunda Guerra Mundial. Leu diversos materiais, fez exercícios com alternativas e até assistiu a filmes sobre o tema. A experiência de formar um texto sobre o assunto, mesmo que seja apenas um breve resumo, será única. Você precisará lembrar dos países envolvidos no conflito, datas, a ordem em que tudo ocorreu e os desfechos da Guerra. “Desenhar” as palavras enquanto constrói um raciocínio exigirá muito do seu cérebro, que será exercitado e terá mais facilidade para lembrar de tudo depois.

    Técnica Loci

    Conhecida também como “O Palácio da Memória”, a ideia desse método é associar o nome ou fato que está tentando lembrar com um móvel em um determinado lugar. Pode ser na sua casa, por exemplo. Mentalize os móveis de cada cômodo e associe uma figura histórica ou informação importante a cada um deles.

    O humor aqui também pode ajudar muito. Quando terminar as associações, visualize os espaços que criou, pense na posição dos objetos e vá lembrando do tema que associou a cada um deles.

    Vamos supor que você tenha muita dificuldade de memorizar as revoltas do Período Regencial. Que tal olhar para o seu quarto de uma maneira diferente associando os móveis aos conflitos? Sua pilha de roupas em cima da escrivaninha poderia remeter à Revolução Farroupilha, por exemplo. O espaço onde você deixa sua mochila, malas e afins poderia ser relacionado com a Revolta do Malês. A ideia aqui é tornar a memorização algo mais fácil a partir do que está ao seu redor.

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