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A camada de ozônio está se recuperando?

No Dia Internacional da Proteção a esse filtro natural da Terra, vale lembrar sua importância e o que tem sido feito para salvá-lo

Por Giulia Gianolla Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 set 2020, 18h08
Camada de ozonio (2)
 (Pexel/Reprodução)
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Esta quarta, 16 de setembro, é Dia Internacional de Proteção à Camada de Ozônio. E, este ano também marca os 35 da Convenção de Viena, que levou à assinatura, dois anos depois, do Protocolo de Montreal, com o objetivo de reduzir a emissão de gases nocivos a essa parte da atmosfera. Mas o que é essa camada? Por que ela gerou um acordo internacional? Como está essa situação, mais de trinta anos depois?

O que é a camada?

Muito se ouve falar sobre a camada de ozônio e o aumento ou diminuição de seus “buracos”. Mas, principalmente em provas de vestibular, onde se cobra conhecimento mais profundo de fenômenos e conceitos climáticos, vale relembrar o que, de fato, isso significa.

Cerca de 25 quilômetros acima da superfície terrestre, a camada de ozônio serve como um filtro da radiação ultravioleta que vem do espaço. Sem ela, a temperatura na superfície aumentaria muito e a vida na Terra estaria em risco, com aumento de problemas como catarata, queimaduras e câncer de pele. De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, a perda de 1% da camada é responsável pelo surgimento de pelo menos 50 mil novos casos de câncer de pele.

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Entre os gases que causam essa destruição estão os ditos CFCs, sigla para clorofluorcarbonos, além dos óxidos nítrico e nitroso e do famoso dióxido de carbono.

Os “buracos”

Em 1977, cientistas britânicos identificaram pela primeira vez a existência de um buraco na camada na região da Antártida. Nesse lugar, a camada foi ficando cada vez mais fina por causa da escassez de ozônio e deixou de existir. Vale ressaltar que essas falhas não são fixas geograficamente, o que significa que correntes de ar podem transferi-las ou variar seus tamanhos.

Recentemente, o maior buraco existente no Polo Norte se fechou, o que não quer dizer que houve alguma melhora no quadro atmosférico ou que a “natureza se curou”. O que, de fato, aconteceu foi um movimento natural de ciclos anuais locais, que fecharam uma fenda aberta por um grande vórtice polar em março deste ano. Há a melhora gradual da camada, que ocorre naturalmente, mas esse processo é muito lento, evoluindo entre 1% e 3% a cada década, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

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Essa recuperação lenta só tem sido possível graças ao Protocolo de Montreal, que surgiu para impedir a emissão dos CFCs.

O que é o tratado?

Em 1985, ocorreu a Convenção de Viena para a Proteção da Camada de Ozônio. Os 28 países envolvidos estabeleceram promessas de cooperação em pesquisa, monitoramento e produção de CFCs em âmbito global. Dois anos depois, em 16 de setembro de 1987, surgiu o Protocolo de Montreal, com o objetivo de dar continuidade às políticas de proteção à camada de ozônio. Ele estabeleceu a necessidade do banimento gradativo dos CFCs e do uso de gases substitutos que não tivessem o mesmo dano. Juntando-se a outros 197 países, o Brasil tomou parte tanto na Convenção de Viena quanto no Protocolo de Montreal em março de 1990, pelo Decreto n° 99.280.

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A recente (e lenta) melhora do quadro 

Há indícios de uma ligeira recuperação da camada, devido ao boicote mundial ao uso de CFCs e suas variações em aerossóis e equipamentos de refrigeração, por exemplo. A melhora é lenta, mas expressiva, e põe a luta para o fim da emissão de poluentes em perspectiva, com a esperança de que, até 2050, seja possível a recuperação completa do ozônio na estratosfera – desde que haja empenho por parte dos países signatários do tratado. 

Em comemoração à data, a diretora-executiva do Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma), Inger Anderson, declarou hoje que foi “a cooperação internacional que colocou a camada de ozônio no caminho da recuperação, protegendo a saúde humana e os ecossistemas”. Dá até uma esperança de que o mundo conseguirá reduzir o suficiente os gases que provocam as mudanças climáticas, não é mesmo?

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A fala completa da diretora-executiva você pode assistir abaixo e já aproveita para treinar o inglês: 

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