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Carta escrita há 60 anos por Einstein é encontrada em escola de Porto Alegre

Por Redação Atualizado em 16 Maio 2017, 13h47 - Publicado em 25 Maio 2015, 21h49

Imagine descobrir que ninguém menos do que Albert Einstein enviou uma carta para os alunos do seu colégio, há mais de 60 anos? E mais: imagine descobrir que essa carta estava muito bem escondida num cofre dentro da escola. Parece enredo de filme de aventura, mas aconteceu no Colégio Anchieta, em Porto Alegre.

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Foto e carta de Einstein encontrados no cofre da diretoria do Colégio Anchieta. (Fotos: Divulgação)

A relíquia foi encontrada há algumas semanas, em um cofre na sala da diretoria da escola. Ela foi escrita em 24 de junho de 1951 para o então diretor do Anchieta, Gaspar Dutra. Em uma temporada nos Estados Unidos, o diretor encontrou Einstein na Universidade de Princeton, onde o físico lecionava, e trouxe consigo a carta datilografada com uma mensagem para os alunos. Veja a tradução:

“Quem conheceu a alegria da compreensão conquistou um amigo infalível para a vida. O pensar é, para o homem, o que o voar é para os pássaros. Não toma como exemplo a galinha quando podes ser a cotovia.

Para os estudantes do Colégio Anchieta, Brasil”

A existência da carta já era comentada há várias décadas pelos alunos do colégio, mas não se sabia exatamente se era verdadeira. Em razão da comemoração dos 125 anos da escola, foi iniciada a busca, que localizou a mensagem juntamente com uma fotografia de Einstein no verso, com o selo do fotógrafo Marcel Sternberger (que ficou conhecido por retratar celebridades como Franklin Roosevelt e Sigmund Freud).

De acordo com uma perita em caligrafia contratada pela escola, a assinatura de Einstein é legítima. Além disso, um dos principais biógrafos do físico, o britânico Trevor Lipscombe, analisou uma imagem da carta, a pedido do jornal Zero Hora, e confirmou os vários elementos que garantem sua autenticidade, como a assinatura, o fato de ser datilografada, e o modo de escrever: “A adorável frase ‘não siga o exemplo da galinha quando você pode ser a cotovia’ tem a ludicidade que se acha com frequência nas cartas de Einstein aos jovens”, diz Lipscombe.

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