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Como diferenciar sinais de ansiedade, depressão e tendências suicidas

É importante saber distinguir um comportamento natural de ansiedade ou tristeza, de uma situação mais grave

Por Julia Di Spagna 18 set 2020, 10h02

Você já se sentiu muito ansioso antes de uma prova? Ou achou que seu coração ia sair pela boca antes de uma entrevista de estágio? Esse tipo de sentimento é completamente esperado para esse tipo de situação e serve como sinal de alerta para o seu corpo, possibilitando uma concentração maior. Também não é nada estranho ficar triste com a perda de um ente querido ou alguma desilusão amorosa. 

Mas é preciso tomar cuidado para não confundir sentimentos naturais e esperados dentro de cada situação com patologias. Silvia Hasse, psicóloga do Serviço de Atendimento Psicológico (SAP) do Curso Anglo, explica que o que irá diferenciar uma reação previsível de algo mais grave é quando o sentimento se prolonga por muito tempo e passa a interferir em atividades rotineiras.

Além de conseguir diferenciar reações comuns do nosso cérebro de questões psicológicas mais sérias, também é importante saber distinguir as principais doenças mentais de tendências suicidas. Hoje, temos várias campanhas de prevenção ao suicídio devido ao Setembro Amarelo, mas quando uma pessoa deve procurar ajuda para si ou para alguma pessoa próxima? Quais são os principais sinais e como diferenciá-los de doenças mentais que requerem intervenções menos drásticas? 

Pensando nisso, separamos os principais sinais de alerta para ansiedade, depressão e pessoas que estão pensando em tirar a própria vida. Não se esqueça de que muitos sinais podem ser silenciosos ou mesmo muito parecidos entre si. Por isso, ressaltamos que, em todas situações descritas, de agravamento de patologias psíquicas, é necessário o apoio familiar e o tratamento com profissionais de saúde especializados.

Ansiedade

“A ansiedade é adaptativa e reativa – ou seja, pode ser provocada naturalmente em determinados contextos”, diz Hasse. Há diferentes níveis, sendo necessário maior alerta quando não se consegue desenvolver as atividades normalmente e a sensação de ansiedade é despertada com frequência. 

Outros sinais são:

  • dificuldade de concentração devido a preocupações constantes;
  • temor excessivo do futuro;
  • insônia;
  • falta de ar;
  • palpitações.

Os três últimos itens são sinais importantes de uma ansiedade agravada que pode desencadear crises de ansiedade, pânico ou fobias.

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Depressão

Já a depressão está associada à perda da capacidade de sentir prazer com atividades que antes eram prazerosas, tendo sintomas físicos e psíquicos como:

  • alterações de apetite e de sono;
  • fadiga;
  • desânimo;
  • tendência ao isolamento;
  • diminuição da autoestima;
  • dificuldade para se concentrar.

“O sofrimento e angústia são intensos e, em situações mais graves, podem ocorrer automutilação, pensamentos de morte e tentativas de suicídio”, afirma Hasse.

Possíveis tentativas de suicídio

O suicídio tem causas multifatoriais, estando muito associado à depressão. Os principais sinais de alerta são:

  • desesperança;
  • visão negativa em relação ao futuro;
  • abandono de atividades que antes despertavam interesse;
  • a pessoa come menos;
  • a pessoa fala mais sobre morte e pode expressar ideias ou intenções suicidas de uma forma mais direta, como “quero morrer”, “não quero continuar” ou “vou me matar”.

Peça ajuda 

Segundo a OMS, 90% dos suicídios podem ser prevenidos. Se você conhece alguém que pode estar precisando de ajuda é importante saber ouvir sem julgar e também incentivar a pessoa a procurar ajuda especializada.

O Centro de Valorização da Vida (CVV) é uma associação sem fins lucrativos que oferece apoio emocional e busca prevenir casos de suicídio. Caso precise de ajuda ou conheça alguém que precise, ligue para o 188 ou acesse o site do CVV. Tanto o chat da página quanto o telefone ficam disponíveis para contato 24 horas por dia em todos os dias da semana. O serviço é sigiloso e gratuito.

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