Confira a lista de livros obrigatórios da UFSC 2026
O processo seletivo terá, pela segunda vez, uma graphic novel. Veja a seleção completa

O vestibular da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) de 2026 está com novidades! Pela segunda vez na história da Coperve (Comissão Permanente do Vestibular da instituição), uma graphic novel foi incluída na lista de leituras obrigatórias. Além disso, a seleção deste ano traz três romances, uma novela e uma obra autobiográfica.
Bora começar essa jornada literária? Aqui a gente mostra para você as sinopses e as informações sobre os autores.
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1. O outro lado da bola (graphic novel)
Uma história em quadrinhos no vestibular? Sim! Essa graphic novel conta a trajetória de Cris, um jogador de futebol famoso que vê sua vida virar de cabeça para baixo após o assassinato do namorado e sua declaração pública sobre sua homossexualidade. A obra trata de temas como preconceito, homofobia no esporte e desafios pessoais.
Sobre os autores: Alê Braga é roteirista. Entre suas obras estão o documentário “Rindo à Toa: humor sem limites” e o programa “Chegadas e Partidas”. Álvaro Campos é diretor, produtor e roteirista. Trabalhou em programas como “Furo MTV” e “Comédia MTV”, além de dirigir filmes como “Altas Expectativas” e documentários como “Tá Rindo de Quê?”. E Jean Diaz é ilustrador, reconhecido por seu trabalho em quadrinhos, incluindo colaborações em títulos como “Mulher-Maravilha” e “Vampirella”.
2. Solitária (novela)
O livro apresenta a história de Mabel e Eunice, mãe e filha negras que trabalham e vivem dentro de um condomínio de luxo. A vida delas toma um rumo inesperado quando Eunice se torna a principal testemunha de um crime brutal. A trama mistura mistério, crítica social e a luta das protagonistas por justiça.
Sobre a autora: Eliana Alves Cruz nasceu no Rio de Janeiro em 1966 e se formou em Comunicação Social. Seu livro de estreia, “Água de Barrela”, ganhou o Prêmio Literário Oliveira Silveira, oferecido pela Fundação Cultural Palmares em 2015, e trouxe à tona histórias de ancestralidade e resistência. Em suas obras, a autora destaca questões raciais e sociais.
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3. Memórias Póstumas de Brás Cubas (romance)
Um clássico imortal da literatura brasileira! O livro é narrado pelo próprio personagem Brás Cubas, mas com um detalhe: ele já está morto. A partir dessa perspectiva única, o personagem conta sua história recheada de ironia, crítica social e digressões filosóficas.
Sobre o autor: Machado de Assis (1839-1908) é um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos. Fundador da Academia Brasileira de Letras, ele escreveu romances, contos, crônicas e poesias, sendo considerado o grande mestre do Realismo no Brasil. Sua obra segue sendo referência obrigatória na literatura nacional.
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4. Parque Industrial (romance)
Publicado em 1933, este livro é um marco do modernismo e uma forte crítica às condições das trabalhadoras das fábricas têxteis paulistas. O livro denuncia a exploração, a desigualdade social e os desafios enfrentados pelas mulheres da classe operária, trazendo um olhar feminista e revolucionário para a época.
Sobre a autora: Patrícia Galvão, mais conhecida como Pagu (1910-1962), foi uma mulher à frente de seu tempo. Escritora, jornalista, militante política e ícone do modernismo, ela participou do movimento antropofágico e lutou pelos direitos das mulheres e dos trabalhadores.
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5. Mulheres Empilhadas (romance)
Com uma escrita intensa e impactante, a escritora aborda a violência contra as mulheres no Brasil. A protagonista da história, uma advogada, se vê diante da brutalidade do feminicídio e da impunidade no país. O livro retrata diferentes perfis de mulheres que enfrentam essa realidade, trazendo uma grande denúncia social.
Sobre a autora: Patrícia Melo, nascida em 1962, é uma premiada escritora brasileira conhecida por sua abordagem realista e escrita afiada. Seus livros, muitas vezes classificados como romances policiais, vão além do gênero e exploram temas sociais e urbanos com profundidade.
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6. Primeiro de Abril: Narrativas da Cadeia (autobiográfico)
Este livro traz um retrato realista do Brasil durante a ditadura militar, mostrando as consequências da repressão e da censura. A obra reúne relatos sobre a perseguição a intelectuais, artistas e escritores no período do golpe de 1964. O autor mergulha no medo e na violência que marcaram essa fase da história brasileira.
Sobre o autor: Salim Miguel (1924-2016), nasceu no Líbano e faleceu em Brasília. Foi um importante escritor e jornalista, considerado uma das figuras culturais mais relevantes de Santa Catarina no século 20. Ele participou ativamente do movimento literário e deixou um legado significativo para a literatura brasileira.
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