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Feriados: hora de estudar ou descansar?

Saber aproveitar esse tempo livre pode ajudá-lo muito na hora da prova

Os feriados costumam ser dias perfeitos para relaxar, colocar as séries em dia e, se possível, viajar. Mas essa não é a realidade de todos os jovens. Dois, três e até quatro dias sem precisar ir à escola ou ao cursinho, para muitos, não é sinônimo de descanso, mas de tempo extra para se dedicar àquela matéria atrasada, aos exercícios mais complicados ou para ler algum livro cobrado pelo vestibular. Mas será mesmo que essa é a melhor alternativa?

Para o coordenador do Poliedro, Vinícius Haidar, não existe um tempo determinado para se dedicar aos estudos ou relaxar: o importante é o equilíbrio. Isso quer dizer que nenhum feriado deve ser apenas de estudos ou de descanso.

“Uma boa estratégia é, nos feriados do começo do ano, quando o aluno acabou de voltar de férias e não está tão cansado, se dedicar mais aos estudos. Já nos recessos mais próximos das provas, o ideal é se organizar para estudar menos e descansar um pouco mais”, aconselha.

Enfrentar o dilema entre recarregar as energias ou não perder o ritmo de estudos é normal. Daniel Perry, coordenador do Anglo, afirma que, além do equilíbrio, é essencial que o estudante analise sua própria situação.

“Dependendo do ritmo de preparação que ele está levando, a prioridade deve ser o descanso. Entretanto, para quem quer uma universidade ou carreira mais concorrida, não há alternativa senão um estudo de alta intensidade. O descanso se torna secundário”, explica.

Nesses casos, os dias de folga das aulas podem ser extremamente produtivos. “Pode ser um momento para ele colocar em dia as tarefas atrasadas, fazer os exercícios em que sente mais dificuldade ou treinar com provas de anos anteriores da faculdade desejada”, completa.

Distração ou estudo?

Muitos filmes e documentários são indicados por professores para ajudar nos estudos, mas, segundo Vinícius, eles devem ser encarados mais como uma forma de descanso do que como uma fonte de informações. Daniel concorda: “Eles fornecem repertório, enriquecem os alunos com exemplos e vocabulário para que ele consiga estabelecer melhores analogias, por exemplo, mas é uma ilusão achar que vão substituir uma aula ou um texto efetivamente”.

Por estarem vivendo um período de muita cobrança, alguns também se sentem culpados ao deixar os estudos de lado por um tempo. Mas é importante respeitar seus limites. “Momentos de pausa precisam ser encarados não como uma perda de tempo, mas como uma estratégia. O aluno deve se cuidar para, nas vésperas das provas, não ficar muito ansioso ou estressado e isso atrapalhar o seu desempenho”, afirma o coordenador do Anglo.