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Libertação de vítimas de Auschwitz, maior campo de extermínio nazista, completa 70 anos

O dia 27 de janeiro de 1945, Dia Internacional da Lembrança do Holocausto, é uma daquelas datas das quais a humanidade não deve nunca se esquecer. Pelo mundo, diversas homenagens estão acontecendo para lembrar o dia em que o maior campo de extermínio nazista foi libertado por tropas soviéticas. Em Berlim, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, participou de uma cerimônia ao lado de sobreviventes do Holocausto. “O que ocorreu em Auschwitz é algo que enche os alemães de vergonha”, disse Merkel.

Os portões do campo nazista em Auschwitz, na Polônia. A placa em que se lê 'Arbeit Macht Frei' pode ser traduzida como "o trabalho liberta" (Foto: Keystone/GettyImages)

Os portões do campo nazista em Auschwitz, na Polônia. A placa em que se lê ‘Arbeit Macht Frei’ pode ser traduzida como “o trabalho liberta” (Foto: Keystone/GettyImages)

Para quem não teve a oportunidade de visitar o museu que hoje existe no local, a rede britânica BBC preparou um especial com imagens aéreas registradas por meio de um drone, um veículo aéreo não tripulado, que mostram como é atualmente o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, 70 anos após ser a chegada das tropas soviéticas. O ambiente ainda guarda a atmosfera fúnebre da época. Para conferir as imagens, clique aqui.

Imagens captadas pelo drone da BBC (Foto: reprodução)

Imagens captadas pelo drone da BBC (Foto: reprodução)

Erguido em 1940 nos subúrbios da cidade de Oswiecim, na Polônia, ele tinha três partes: Auschwitz I, a mais antiga; Auschwitz II-Birkenau, que reunia o aparato de extermínio; e Auschwitz III-Buna, com cerca de 40 subcampos de trabalho forçado.  Cerca de 1,6 milhão de pessoas foram mortas, a maioria judeus de toda a Europa, mas também opositores políticos, prisioneiros de guerra e homossexuais. As mortes aconteciam principalmente por meio de câmaras de gás, mas muitas pessoas morreram por inanição sistemática, trabalhos forçados, doenças e experiências médicas.

– Saiba mais: O campo de Auschwitz

Quando as tropas do Exército Vermelho chegaram aos campos, boa parte das instalações já estava destruída. Os soldados encontraram milhares de pessoas reduzidas a pele e osso, corpos incendiados, cadáveres espalhados por todo o campo. Dos cerca de 7.500 prisioneiros, a maioria estava tão doente e abatida que mal tinha forças para celebrar o fim de tamanho martírio. Os soldados dispuseram suas rações para alimentar imediatamente as tantas vítimas. A desnutrição era tão séria que, desacostumados a se alimentar, muitos morreram ao voltar a comer.

Dias antes da chegada dos soviéticos, Heinrich Himmler, um dos principais responsáveis diretos pelo Holocausto, ordenou a evacuação de todos os campos para que os prisioneiros não pudessem ser encontrados pelos oponentes. Foi uma verdadeira marcha da morte… Dos quase 60 mil prisioneiros, apenas 20 mil conseguiram chegar ao campo de concentração de Bergen-Belsen, na Alemanha, onde seriam libertados por tropas britânicas em abril de 1945.

Além dos poucos prisioneiros encontrados, as tropas do Exército Vermelho também se depararam com 348.820 ternos de homem e 836.255 vestidos de mulheres, além de montanhas de óculos, cabelos humanos e calçados, muitos deles em tamanhos infantis.

Crianças atrás de uma cerca de arame farpado no campo de concentração nazista de Auschwitz no sul da Polônia. (Foto: Keystone/Getty Images)

Crianças atrás de uma cerca de arame farpado no campo de concentração nazista de Auschwitz no sul da Polônia. (Foto: Keystone/Getty Images)

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