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Libertação de vítimas de Auschwitz marca Dia da Lembrança do Holocausto

Garantir que as pessoas saibam dos horrores do regime nazista é o primeiro passo para evitar sua repetição

Por Redação Atualizado em 27 jan 2021, 11h34 - Publicado em 27 jan 2015, 18h23

O dia 27 de janeiro de 1945, Dia Internacional da Lembrança do Holocausto, é uma daquelas datas das quais a humanidade não deve nunca se esquecer. Pelo mundo, diversas homenagens lembram o dia em que o maior campo de concentração nazista foi libertado por tropas soviéticas.

Os portões do campo nazista em Auschwitz, na Polônia. A placa em que se lê 'Arbeit Macht Frei' pode ser traduzida como "o trabalho liberta" (Foto: Keystone/GettyImages) Os portões do campo nazista em Auschwitz, na Polônia. A placa em que se lê ‘Arbeit Macht Frei’ pode ser traduzida como “o trabalho liberta” (Foto: Keystone/GettyImages)

Para quem não teve a oportunidade de visitar o museu que hoje existe no local, a rede britânica BBC preparou um especial com imagens aéreas registradas por meio de um drone que mostram como é atualmente o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, 75 anos após ser a chegada das tropas soviéticas. O ambiente ainda guarda a atmosfera fúnebre da época. Para conferir as imagens, clique aqui.

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Imagens captadas pelo drone da BBC (Foto: reprodução)Imagens captadas pelo drone da BBC (Foto: reprodução)

Erguido em 1940 nos subúrbios da cidade de Oswiecim, na Polônia, ele tinha três partes: Auschwitz I, a mais antiga; Auschwitz II-Birkenau, que reunia o aparato de extermínio; e Auschwitz III-Buna, com cerca de 40 subcampos de trabalho forçado. Cerca de 1,6 milhão de pessoas foram mortas, a maioria judeus de toda a Europa, mas também opositores políticos, prisioneiros de guerra, ciganos e homossexuais. As mortes aconteciam principalmente por meio de câmaras de gás, mas muitas pessoas morreram por inanição sistemática, trabalhos forçados, doenças e experimentos médicos.

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Quando as tropas do Exército Vermelho chegaram aos campos, boa parte das instalações já estava destruída. Os soldados encontraram milhares de pessoas reduzidas a pele e osso, corpos incendiados, cadáveres espalhados por toda a área. Dos cerca de 7.500 prisioneiros, a maioria estava tão doente e abatida que mal tinha forças para celebrar o fim de tamanho martírio. Os soldados dispuseram suas rações para alimentar imediatamente as vítimas. A desnutrição era tão séria que, desacostumados a se alimentar, muitos morreram ao voltar a comer.

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O livro A bailarina de Auschwitz, mistura o relato da sobrevivente e psicóloga Edith Eger às lições de vida de um trauma tão brutal. Eger conta o dramático momento em que, faminta, teve que dançar para Josef Mengele, conhecido como “O Anjo da Morte”, para sobreviver. Seus pais foram executados logo à entrada do campo e ela e a irmã tiveram a sorte de sobreviver, a duras penas, até a chegada dos Aliados.

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Dias antes da chegada dos soviéticos, Heinrich Himmler, um dos principais responsáveis diretos pelo Holocausto, ordenou a evacuação de todos os campos para que os prisioneiros não pudessem ser encontrados pelos oponentes. Foi uma verdadeira marcha da morte… Dos quase 60 mil prisioneiros, apenas 20 mil conseguiram chegar ao campo de concentração de Bergen-Belsen, na Alemanha, onde seriam libertados por tropas britânicas em abril de 1945.

Além dos poucos prisioneiros em inanição, as tropas do Exército Vermelho também se depararam com 348.820 ternos de homem e 836.255 vestidos de mulheres, além de montanhas de óculos, cabelos humanos e calçados, muitos deles em tamanhos infantis.

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Crianças atrás de uma cerca de arame farpado no campo de concentração nazista de Auschwitz no sul da Polônia. (Foto: Keystone/Getty Images)Crianças atrás de uma cerca de arame farpado no campo de concentração nazista de Auschwitz no sul da Polônia. (Foto: Keystone/Getty Images)

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