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Memórias Póstumas de Brás Cubas – Conheça os personagens da obra

Os personagens da obra são basicamente representantes da elite brasileira do século XIX

 (Pixabay/Martin Claret Editora/Reprodução)

Os personagens da obra são basicamente representantes da elite brasileira do século XIX. Há, no entanto, figuras de menor expressão social, pertencentes à escravidão ou à classe média, que têm significado relevante nas relações sociais entre as classes. Assim, Memórias Póstumas de Brás Cubas, além de seu enorme valor literário, funciona como instrumento de entendimento desse aspecto social de nossas classes, como se verá adiante nas caracterizações de Dona Plácida e do negro Prudêncio.

A sociedade da época se estruturava a partir de uma divisão nítida. Havia, de um lado, os donos de escravos, urbanos e rurais, que constituíam a classe mandante do país. Estão representados invariavelmente como políticos: ministros, senadores e deputados. De outro, a escravidão é a responsável direta pelo trabalho e pelo sustento da nação e, por assim dizer, das elites. No meio, há uma classe média formada por pequenos comerciantes, funcionários públicos e outros servidores, que são dependentes e agregados dos favores dos grandes privilegiados.

BRÁS CUBAS – filho abastado da família Cubas, é o narrador do livro; conta suas memórias, escritas após a morte, e nessa condição é o responsável pela caracterização de todos os demais personagens.

VIRGÍLIA – grande amor de Brás Cubas, sobrinha de ministro, e a quem o pai do protagonista via como grande possibilidade de acesso, para o filho, ao mundo da política nacional.

MARCELA – amor da adolescência de Brás.

EUGÊNIA – a “flor da moita”, nas palavras de Brás, já que era filha de um casal que ele havia flagrado, quando criança, namorando atrás de uma moita; o protagonista se interessa por ela, mas não se dispõe a levar adiante um romance, porque a garota era coxa.

NHÃ LO LÓ – última possibilidade de casamento para Brás Cubas, moça simples, que morre de febre amarela aos 19 anos.

LOBO NEVES – casa-se com Virgília e tem carreira política sólida, mas sofre o adultério da esposa com o protagonista.

QUINCAS BORBA – teórico do humanitismo, doutrina à qual Brás Cubas adere, morre demente.

DONA PLÁCIDA – representante da classe média, tem uma vida de muito trabalho e sofrimento.

PRUDÊNCIO – escravo da infância de Brás Cubas, ganha depois sua alforria.