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Nos EUA, escola distribui laptops com webcam que espionava alunos

Investigação nos EUA apimenta escândalo de invasão de privacidade: webcams tiraram 56 000 fotos de estudantes sem autorização

da redação

Um escândalo de invasão de privacidade de estudantes estampa as páginas dos principais jornais dos Estados Unidos nesta terça-feira (20). Escola pública da Filadélfia acusada de espionar seus alunos admitiu ter feito pelo menos 56 000 fotos não autorizadas com a webcam embutida nos laptops entregues aos estudantes.

Os computadores distribuídos para auxiliar nas tarefas escolares traziam software de acesso remoto. Sem os alunos saberem, “o programa enviava imagens a cada 15 minutos, normalmente fotos da webcam do usuário e reproduções da tela do computador. O programa permanecia ligado durante semanas ou meses”, diz uma nota da agência AFP.

O objetivo, segundo a escola, era localizar computadores roubados ou perdidos. O sistema permitia também à escola rastrear os endereços de internet acessados pelos alunos.

O escândalo veio à tona depois de a escola acusar um estudante de ensino médio de consumir pílulas ilícitas em seu quarto. A família do estudante descobriu que a instituição tinha imagens do garoto em seu quarto – dormindo e sem camisa – e passou a processar os diretores.

O caso frequenta as páginas dos principais sites americanos desde o início do mês. Hoje, os jornais trazem declarações dos advogados da escola admitindo que o sistema de monitoramento foi usado em pelo menos 146 ocasiões.

 

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