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Para eleitores, educação melhorou em ritmo lento no Brasil

Entrevistados pela pesquisa do Ibope ainda apontam educação como quarta prioridade do próximo presidente

da redação

Uma pesquisa do Ibope divulgada na última quarta-feira (9) mostra que, na opinião do eleitorado brasileiro, a educação melhorou, ainda que em ritmo lento. Duas mil pessoas foram entrevistadas pelo estudo encomendado pelo movimento Todos Pela Educação.

Enquanto em 2006 25% dos entrevistados consideravam a educação no Brasil “ótima ou boa”, em 2010 esse percentual subiu para 34%. Dentre esses, 51% consideram que, apesar da melhora, ela se deu em um ritmo lento.

 

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Perguntados sobre o desempenho do governo Lula em diversas áreas de atuação, os eleitores deram 2,9 para educação superior e 2,8 para a educação básica, numa escala de 0 a 5. Em primeiro lugar veio a relação com outros países, com 3,4.

Prioridades do próximo governo
A pesquisa também quis saber dos entrevistados quais áreas mereciam mais atenção do próximo presidente da república. Educação ficou em quarto lugar, atrás de saúde, segurança pública e emprego.

A educação ganhou importância para os brasileiros, já que em 2006 ela ficou em 7º lugar na lista de prioridades. Para 41%, a medida mais necessária para se melhorar a qualidade da educação brasileira é aumentar os salários dos professores. 29% considera que o mais importante é melhor equipar as escolas, seguido de construção de escolas profissionalizantes e melhorar a segurança nas unidades de ensino (28%).

 

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“Isso é uma evolução importante em relação aos momentos anteriores, quando a população pensava que só era precisa construir escola e quase que se esquecia do capital humano, que talvez seja o mais importante de tudo”, afirmou Ana Lucia Lima, diretora executiva do Instituto Paulo Montenegro (IPM), do Ibope.

“Nós esperamos que os candidatos entendam o que a população está dizendo. A educação é uma agenda cada vez mais importante que encostou em áreas que historicamente eram prioritárias como a saúde e a segurança. O brasileiro está entendo que a educação no final das contas é o que é capaz de mudar o país”, disse Priscila Cruz, diretora executiva do Movimento Todos Pela Educação.


*com informações da Agência Brasil

 

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