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Pesquisa avalia escolas rurais brasileiras e detecta problemas de infraestrutura

70% não têm biblioteca e 92% não têm acesso à internet

da redação

Uma pesquisa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgada na última quinta-feira (20) mostra uma realidade preocupante nas escolas rurais do país. Desenvolvido pelo Ibope, o estudo revela problemas nas escolas principalmente em termos de infraestrutura.

Fizeram parte da pesquisa 50 escolas de dez estados diferentes. Entre as escolas, 70% não têm biblioteca, 66% não têm computador e 92% não têm acesso à internet. A lousa foi a única ferramenta pedagógica encontrada em todas as escolas e em boas condições. Mais de 70% das instituições ainda utilizam o mimeógrafo para reproduzir materiais como provas e exercícios.

Para o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Carlos Eduardo Sanches, os resultados apontados pela pesquisa são consequência do descaso com a educação a partir da prioridade histórica que foi dada às escolas urbanas.

“Na década de 90 a educação no campo foi pensada de maneira equivocada. Priorizou-se o transporte escolar dessas crianças para a cidade e muitas escolas foram fechadas. Hoje os municípios têm um gasto enorme com transporte escolar quando esses recursos poderiam ser investidos em capacitação desses professores, equipamentos e infraestrutura”, disse.

A senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da CNA, lembrou que apenas em 2009 a Prova Brasil, avaliação do Ministério da Educação (MEC), chegou às escolas rurais. É por meio desse exame que o MEC calcula o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de cada escola.

Perfil socioeconômico
A mesma pesquisa revelou que mais de 50% dos alunos da escola rural são das classes D e E. Quase um terço dos pais desses alunos nunca estudou ou não chegou a completar a 4ª série do ensino fundamental.

Para os alunos, a maior dificuldade para frequentar a escola é o problema com transporte. Das crianças, 44% vão à escola de ônibus e 43% a pé. Quase um terço das delas trabalha, sendo que 92% ajudam os pais no trabalho na roça e com o gado.

*com informações da Agência Brasil

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