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Quadrinhos são opção para relaxar aprendendo

Calvin, Persépolis e Mafalda estão entre as dicas. Livros de terror também são boa opção, diz professor de literatura.

Por Redação Atualizado em 16 Maio 2017, 13h47 - Publicado em 4 dez 2009, 13h19

por Fábio Brandt

A maratona de estudos seguida por quem se prepara para os vestibulares pode ser muito cansativa. Por isso, recomenda-se que os vestibulandos tenham disciplina para descansar e chegar aos exames não apenas sabendo a matéria, mas com corpo e mente em forma para enfrentar as questões. "A sugestão que a gente pode dar de descontração, para não ficar só preso ao vestibular, é que aluno faça o que gosta", diz Fernando Marcílio Lopes Couto, professor de literatura do Sistema Anglo de Ensino.

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Quem gosta de conhecer histórias, por exemplo, pode recorrer aos livros de histórias em quadrinhos. "Há muito tempo que os quadrinhos deixaram de ser só diversão para ser arte. Se o aluno gosta de Super-Homem, pode ir atrás dos quadrinhos antigos. Tem também Persépolis, que é uma história de hoje", sugere o professor, referindo-se à HQ ambientada na Revolução Islâmica do Irã.

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Outras dicas são as histórias de Mafalda, do argentino Quino, e Calvin & Haroldo, do americano Bill Watterson. "Não são leituras infantis, são adultas. É o tipo de leitura que descansa e acrescenta", comenta Couto. Para ele, os alunos que leem quadrinhos não costumam associá-los aos estudos, apesar do aprendizado que proporcionam. "Sem falar nas versões em quadrinhos dos romances. Tem RelíquiaLusíadas. Tem tudo em quadrinho", completa Couto.

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NARRATIVAS CATIVANTES
Livros não incluídos nas listas obrigatórias também são uma alternativa para arejar a mente dos vestibulandos. Quem gosta de contos de terror e se interessa por personagens como os vampiros da série Crepúsculo, por exemplo, pode recorrer ao romance Drácula, publicado em 1897 pelo irlandês Bram Stocker. "É sensacional. É razoavelmente denso, me parece muito envolvente e o aluno vai ver onde está, praticamente, a matriz dessas narrativas vampirescas. Existe em português uma boa tradução", afirma o professor Couto.

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O professor também recomenda Frankenstein, de Mary Shelley, publicado originalmente em 1831. Igual ao Drácula, este livro envolve e deixa o leitor curioso para seguir a narrativa, avalia Couto, acrescentando que os dois romances apresentam ótimas reflexões psicológicas das personagens. "Isso é muito interessante quando o escritor sabe fazer, o que não é muito comum", acrescenta. Ele ainda faz outra recomendação: "Na Paixão Segundo G.H. toda a ação se passa dentro de um quarto e é extremamente envolvente. A Clarice Lispector era genial".

Outra boa opção para dar um tempo dos cronogramas rígidos é o livro Os 10 Dias que Abalaram o Mundo, do jornalista americano John Reed, opina Couto. Na obra, Reed narra os dias que precederam a Revolução Russa de outubro de 1917 usando uma linguagem direta e acessível e dando muitos detalhes sobre os principais personagens do evento. Ainda entre os trabalhos jornalísticos, Fernando Couto sugere o filme Todos os Homens do Presidente, baseado no livro de Carl Bernstein e Bob Woodward que apresenta as investigações conduzidas pela dupla no chamado caso Watergate – que culminou com a renúncia do presidente Richard Nixon em 1974. "O aluno fica conhecendo coisas interessantes da política norte-americana. Para quem tem esse interesse em história sao indicações muito boas".

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NOVA GERAÇÃO
Por fim, o professor Couto destaca dois livros de um grupo de autores do sul do país, ambos publicados por uma editora chamada Não Editora. "Para quem gosta de narrativas mais curtas, destaco Areia nos Dentes, de Antônio Xerxenesky, que mistura zubis e faroeste, e o Professor de Botânica, do Samir Machado de Machado, que fala de mistérios e de crime".

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