Qual é o momento ideal para começar a estudar em 2026?
Um novo ano começou! Existe um momento "ideal" de arregaçar as mangas?
Um novo ano começou. Entre as promessas de praticar atividades físicas, comer melhor e ler mais livros, quem vai prestar vestibular pode somar mais um item à lista: começar a estudar. Para o aluno que pretende disputar uma vaga no ensino superior no fim do ano, é importante criar a consciência de que o momento de iniciar a preparação pode, sim, influenciar o resultado final. A missão aqui não é colocar pressão ou apressar ninguém, mas incentivar um planejamento mais consciente do ano de estudos.
Será, afinal, que existe um “momento ideal” para começar ou tudo depende do perfil do candidato? Para Rodrigo Machado, coordenador do Curso Anglo, não há uma resposta única, mas há uma noção que costuma funcionar.
“De uma maneira geral, quanto antes começar o preparo, maior a chance de sucesso”, afirma. “É claro que há outros fatores que também podem influenciar isso, como o curso e a faculdade que se pretende ingressar, o histórico escolar do candidato, o tempo disponível para esse preparo… Tudo isso acaba influenciando, mas de uma maneira geral, quanto antes, melhor.”
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Essa lógica se aplica especialmente a estudantes que vão se preparar de forma independente, sem necessariamente seguir um cronograma escolar estruturado ou um cursinho desde o início do ano. O pensamento é lógico: quanto maior o tempo disponível, maiores são as chances de distribuir o conteúdo, revisar matérias e ajustar a rotina ao longo do ano.
Estudantes devem levar histórico em consideração
Mas e quem só consegue começar a estudar mais tarde no ano, longe dos primeiros meses? Estudantes que, por qualquer motivo que seja, iniciam a preparação apenas no segundo semestre costumam sentir uma maior pressão, por acharem que já perderam tempo demais. Para o coordenador, a proporção depende do histórico do candidato.
“A grosso modo, é claro que quanto mais tarde o aluno começar a estudar, menos tempo ele vai ter para assimilar os conteúdos”, explica. Mas ele ressalta que a equação não é tão simples. “Existem candidatos que começam a estudar no segundo semestre, mas já têm uma graduação nas costas, por exemplo. Então, é difícil categorizar isso.”
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Essa questão de partir de diferentes cenários é o que pode ser o fator decisivo de um início “tardio”. “Se fossem todos partindo do mesmo histórico, é claro que quanto mais tarde começar a estudar, menos tempo tem para se preparar”, afirma. Na vida real, porém, vai depender da bagagem de cada um.
Começar cedo demais também pode ser um erro
Por outro lado, começar cedo demais e no ritmo errado também pode ser prejudicial. Segundo Machado, um dos erros mais comuns é “começar grandão demais”: iniciar o ano com uma carga excessiva de estudos e não conseguir sustentar o ritmo até o fim.
“O principal erro dos candidatos que começam a estudar no começo do ano é iniciar com um ritmo muito puxado, manter esse ritmo por um tempo e chegar no segundo semestre esgotado”, explica. O resultado costuma ser queda de desempenho justamente na fase que mais precisa de fôlego.
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“Uma analogia que a gente usa bastante é que o candidato de vestibular é um maratonista”, brinca Machado. “O preparo de vestibular é uma prova de longa distância, em que ele tem que ter um ritmo que consiga levar do começo até o fim.”
Um “ponto de virada”, ou seja, aquele momento em que não dá mais para ignorar os estudos, seria o meio do ano. “O aluno, mesmo tendo um ótimo histórico escolar, precisa começar a estudar pelo menos no segundo semestre”. O volume de conteúdo é grande demais para ser deixado para os últimos meses, reforça o coordenador.
Para quem ainda está na escola, a recomendação muda
Para quem ainda está no Ensino Médio, as recomendações também mudam um pouco. Segundo Machado, janeiro não deve ser encarado como um mês de estudo. “Para esse candidato, janeiro é momento de férias”, categoriza.
Ele ressalta que o sucesso no vestibular não depende apenas do domínio dos conteúdos, mas também da saúde física e mental do candidato. E a gente sabe que o ano de preparação costuma ser exigente! O descanso, então, deve fazer parte da estratégia.
“O ano de preparo é um ano puxado por si só, então é melhor aproveitar janeiro para descansar e deixar o início da rotina para quando as aulas retornarem, geralmente entre o final de janeiro e o início de fevereiro”, orienta.
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