Quantas horas é preciso para se tornar bom em algo, segundo este escritor
Será que tem fórmula mágica para virar um mestre do xadrez ou aprender a tocar um instrumento com maestria?

Quem já não quis se tornar muito bom em alguma atividade? Tocar piano como um profissional, desenhar muito bem, ser um atleta fora da curva de algum esporte ou não perder mais uma partida de xadrez. Seja qual for a sua praia, você precisaria de cerca de 10 mil horas de treinos para ter sucesso.
É isso que diz o jornalista britânico Malcolm Gladwell em seu best-seller “Fora de Série – Outliers: Descubra por que algumas pessoas têm sucesso e outras não“. O autor traz uma série de exemplos para comprovar a “regra das 10 mil horas” como uma espécie de fórmula para se tornar muito bom em algo.
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Exemplos do livro
Gladwell defende que embora o sucesso seja uma combinação de talento e preparação, o segundo fator se mostrou muito mais eficaz que o primeiro.
“Em um estudo após o outro, de compositores, jogadores de basquete, escritores de ficção, esquiadores, pianistas, jogadores de xadrez, mestres do crime, seja o que for, esse número sempre ressurge. Dez mil horas equivalem a cerca de três horas por dia, ou 20 horas por semana, de treinamento durante 10 anos”, aponta um dos trechos do livro.
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Isso não explica por que alguns indivíduos se beneficiam de suas sessões de preparação mais do que outros, mas, segundo o autor, ninguém encontrou ainda um caso em que a excelência de nível internacional tenha sido alcançada em um prazo menor.
“Parece que o cérebro precisa desse tempo para assimilar tudo o que é necessário para atingir a verdadeira destreza”, completa.
Durante a obra, ele também cita exemplos famosos, como Mozart, que começou a tocar muito novo, e até os Beatles – que teriam passado esse tempo todo tocando em casas noturnas de Hamburgo, na Alemanha, antes de alcançarem a fama.
Será que basta se dedicar por 10 mil horas?
Mas, justamente por conta desses exemplos, fica o alerta: logicamente, se dedicar muito a um hobby ou a uma profissão irá te diferenciar dos demais.
Porém, esse número de horas não é uma conclusão científica embasada ou uma fórmula infalível – há uma série de outras variáveis que interferem no aprendizado e são desconsideradas pelo autor. O importante é praticar e de desenvolver na área de interesse.
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Um estudo de 2019, por exemplo, analisou 39 violinistas de acordo com suas rotinas de prática.
O que diferenciava os “ótimos” de “excelentes” ia muito além das horas dedicadas ao instrumento, mas fatores como a idade com a qual começou a tocar – geralmente, quanto mais cedo, melhor –, um grau de propensão inata, ou seja, um “talento”, bons professores e boas oportunidades sociais, como tempo para poder se dedicar aos exercícios.
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