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Resumo: necessário ou perda de tempo?

Especialistas explicam se esse método realmente vale a pena

Na corrida pela vaga dos sonhos, a maratona de estudos é incessável. São dias, noites, finais de semanas e feriados voltados para um único propósito. Cada ação é calculada e avaliada.

“Se eu for ao cinema agora, pode não dar tempo de revisar aquela matéria mais difícil…” ou “se eu for para essa festa, acordarei cansado amanhã e começarei meus estudos mais tarde”.

Nesse balanço de atitudes, uma técnica que não funcione para você pode desperdiçar horas de estudo e ser uma grande armadilha. Pensando nisso, decidimos conversar com dois diretores de cursos pré-vestibular para saber a opinião deles sobre uma das técnicas mais utilizadas pelos estudantes: os resumos.

Por ser uma tarefa trabalhosa, alguns questionam sua utilidade e se o tempo investido nisso vale a pena.

Para Saray Azenha, diretora do Oficina do Estudante, a ferramenta é válida e serve como uma grande aliada dos estudos, mas é preciso ter cuidado. “É importante que não seja simplesmente uma cópia do texto. Muitos utilizam canetas coloridas e grifam tudo que vêem pela frente. Mas não é assim. O aluno precisa selecionar as informações, senão é inútil”.

A diretora afirma que, além de tornar os estudos mais produtivos, os resumos podem ser adaptados para qualquer matéria. “Em biologia eles podem aparecer em forma de esquemas; em matemática, com os conceitos; em português podem ser úteis para situar a gramática e na redação ajudam a levantar argumentos, por exemplo”. Além disso, a habilidade de sintetizar seus conhecimentos sobre um determinado assunto é algo excelente para otimizar o tempo gasto nas respostas de uma segunda fase.

Tony Manzi, diretor do Maximize, afirma que as aulas podem ajudar muito na montagem dos resumos, porque costumam esclarecer quais os pontos mais importantes de cada área.

E Saray acrescenta: “é importante fazer uma leitura integral do texto antes de começar a grifar. Levante relações, veja o que é mais importante. Depois, escreva o que absorveu com suas próprias palavras e, por fim, crie tópicos”.

Ambos enfatizam que os materiais utilizados para o resumo (livros, anotações em aula etc.) não devem ser deixados de lado quando ele ficar pronto. “É essencial voltar ao material de base, pois só o resumo não é o suficiente.”, afirma Tony.

Segundo o diretor, outro alerta diz respeito aos resumos de colegas. A eficácia do método está no seu poder de síntese, na escolha das palavras, no exercício da sua memória e no seu treino. “Muitos alunos cometem esse erro, principalmente em relação às obras literárias. Dessa forma, já vai estar tudo ‘mastigado’, não adianta”.

Saray concorda e completa que, no máximo, o recurso pode ser utilizado como uma ajuda extra. Ela ainda dá uma dica para estudar atualidades com a técnica. “Faça uma síntese dos acontecimentos da semana”. O blog Atualidades, do GE, pode ajudar.

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