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Resumo: necessário ou perda de tempo?

Especialistas explicam se esse método realmente vale a pena

Por Julia Di Spagna Atualizado em 15 dez 2019, 07h41 - Publicado em 13 abr 2018, 16h00

Na corrida pela vaga dos sonhos, a maratona de estudos é incessável. São dias, noites, finais de semanas e feriados voltados para um único propósito. Cada ação é calculada e avaliada.

“Se eu for ao cinema agora, pode não dar tempo de revisar aquela matéria mais difícil…” ou “se eu for para essa festa, acordarei cansado amanhã e começarei meus estudos mais tarde”.

Nesse balanço de atitudes, uma técnica que não funcione para você pode desperdiçar horas de estudo e ser uma grande armadilha. Pensando nisso, decidimos conversar com dois diretores de cursos pré-vestibular para saber a opinião deles sobre uma das técnicas mais utilizadas pelos estudantes: os resumos.

Por ser uma tarefa trabalhosa, alguns questionam sua utilidade e se o tempo investido nisso vale a pena.

Para Saray Azenha, diretora do Oficina do Estudante, a ferramenta é válida e serve como uma grande aliada dos estudos, mas é preciso ter cuidado. “É importante que não seja simplesmente uma cópia do texto. Muitos utilizam canetas coloridas e grifam tudo que vêem pela frente. Mas não é assim. O aluno precisa selecionar as informações, senão é inútil”.

A diretora afirma que, além de tornar os estudos mais produtivos, os resumos podem ser adaptados para qualquer matéria. “Em biologia eles podem aparecer em forma de esquemas; em matemática, com os conceitos; em português podem ser úteis para situar a gramática e na redação ajudam a levantar argumentos, por exemplo”. Além disso, a habilidade de sintetizar seus conhecimentos sobre um determinado assunto é algo excelente para otimizar o tempo gasto nas respostas de uma segunda fase.

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Tony Manzi, diretor do Maximize, afirma que as aulas podem ajudar muito na montagem dos resumos, porque costumam esclarecer quais os pontos mais importantes de cada área.

E Saray acrescenta: “é importante fazer uma leitura integral do texto antes de começar a grifar. Levante relações, veja o que é mais importante. Depois, escreva o que absorveu com suas próprias palavras e, por fim, crie tópicos”.

Ambos enfatizam que os materiais utilizados para o resumo (livros, anotações em aula etc.) não devem ser deixados de lado quando ele ficar pronto. “É essencial voltar ao material de base, pois só o resumo não é o suficiente.”, afirma Tony.

Segundo o diretor, outro alerta diz respeito aos resumos de colegas. A eficácia do método está no seu poder de síntese, na escolha das palavras, no exercício da sua memória e no seu treino. “Muitos alunos cometem esse erro, principalmente em relação às obras literárias. Dessa forma, já vai estar tudo ‘mastigado’, não adianta”.

Saray concorda e completa que, no máximo, o recurso pode ser utilizado como uma ajuda extra. Ela ainda dá uma dica para estudar atualidades com a técnica. “Faça uma síntese dos acontecimentos da semana”. O blog Atualidades, do GE, pode ajudar.

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