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Série de fotografias mostra as mulheres no trabalho durante a 2ª Guerra Mundial

Por Redação - Atualizado em 16 Maio 2017, 13h45 - Publicado em 6 ago 2014, 22h05

O fotógrafo Alfred T. Palmer fez um trabalho excelente durante os anos que trabalhou para o Office War Information (OWI, sigla para o departamento de informação de guerra norte-americano). Ele começou a trabalhar para esse departamento depois do ataque a Pearl Harbor, em 1941, quando os Estados Unidos entraram na 2ª Guerra Mundial. As fotografias que fazia buscavam mostrar o dia a dia dos trabalhadores dos Estados Unidos, como um esforço para levantar a moral da nação durante a guerra.

A série de fotografias que mais se destacou durante a sua passagem pelo governo dos EUA, sem dúvida, é a “Women at Work”. As fotografias destoavam da imagem das mulheres encontrada nas propagandas da época (dona de casa, mãe, enfermeira, esposa…) por mostrá-las em funções tipicamente masculinas naquele tempo, como em oficinas mecânicas e na construção de armamentos. Essa iniciativa fez parte de uma campanha para chamar as mulheres para as vagas no mercado de trabalho que surgiram em grande número após a saída em massa de homens para os campos de batalha.

Em 1942, Alfred T. Palmer, junto com outros fotógrafos de sua equipe, começou a visitar fábricas de aviões militares e bombas em todo o país e para fotografar suas trabalhadoras. A coleção da série “Women at Work” tem 21 fotografias e faz parte do acervo da Biblioteca do Congresso norte-americano. Confira algumas imagens!

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A última imagem, por exemplo, deu origem a esse cartaz abaixo, que diz “Quanto mais mulheres no trabalho, mais depressa nós ganharemos” e, na parte inferior, “As mulheres são necessárias também como: trabalhadoras rurais, datilógrafas, vendedoras, garçonetes, motoristas de ônibus, taxistas, cronometristas, ascensoristas, mensageiras, lavadeiras, professoras, condutoras e em centenas de outros trabalhos de guerra. Consulte o seu serviço de emprego local”.

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A participação feminina no mercado de trabalho nesse período subiu de 27% para 37%. Mas não se enganem, a sociedade norte-americana continuou machista depois disso. Infelizmente, o discurso do poder feminino foi descartado na volta dos homens aos lares (e a seus postos de trabalho).

Mas, isso é assunto para muitos outros posts. Vocês ainda vão ver aqui no blog sobre os belos cartazes incentivando o empoderamento feminino (quem aí não lembra do “We Can Do It!”?). Acompanhem!

*Crédito de todas as imagens desse post: Alfred T. Palmer/Office of War Information (OWI)

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