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Vale a pena fazer duas faculdades ao mesmo tempo?

Seja para complementar o aprendizado ou “economizar alguns anos a mais na graduação”, será que essa é uma boa decisão?

Por Redação - 30 mar 2020, 13h32

Já sabemos muito bem que escolher o curso da graduação não é tarefa fácil. São inúmeras variáveis que devem ser consideradas para que a decisão seja assertiva e não desencadeie problemas maiores no futuro. Nesse momento da vida do estudante, alguns optam por uma alternativa mais complexa: fazer dois cursos ao mesmo tempo.

Mas o que leva alguém a tomar essa decisão? São muitas as possibilidades: dúvida entre duas graduações, ampliar o conhecimento ou até “poupar tempo”. Aqui, não existe certo ou errado, mas conversamos com dois coordenadores pedagógicos, Vitor Ricci, do Curso Poliedro, e João Pitoscio Filho, do Grupo Etapa, para que você avalie certas questões antes de se decidir.

“É importante conhecer bem o próprio perfil, ou seja, aqui entra a importância do autoconhecimento e a necessidade de fazer algumas perguntas: sou uma pessoa organizada? Vou ter tempo na minha rotina para duas faculdades? Conferi a carga horária e os conflitos de disciplinas entre os cursos? Vou conseguir administrar os trabalhos no final de semana?”, explica Vitor. Dessa forma, pode ser que o estudante perceba que é melhor se dedicar a uma única faculdade e melhorar o currículo com cursos extras, de carga menor e menos demandas.

Além do perfil, João ressalta a importância do estudante considerar a idade e o contexto. Embora uma pessoa mais velha possa enxergar mais benefícios de fazer duas graduações ao mesmo tempo, ela geralmente precisará conciliar estudos e trabalho, o que pode ser bastante desafiador. 

Elencamos as maiores vantagens e desvantagens de cada decisão para facilitar a visualização da situação:

Vantagens

  • Economia (aproveitamento) do tempo para conseguir uma formação ainda mais completa
  • Um currículo melhor, pois com dois cursos o estudante terá mais habilidades e mais ferramentas
  • Mais oportunidades no mercado de trabalho logo após a formação.

Desvantagens

  • A dificuldade em administrar o tempo e manter o equilíbrio nas atividades acadêmicas, o que pode comprometer uma formação de qualidade
  • Maior estresse e possibilidade de prejuízos à saúde emocional
  • Dificuldade em planejar atividades sociais, trabalhos, relacionamento com a família e amigos etc.

Afinal, o que vale mais a pena?

Como falamos no começo, não há um “certo” ou “errado” para essa pergunta. Um estudante muito organizado, que tem boa disciplina e que enxerga essa necessidade, pode ter muitas vantagens nessa escolha. Mas para o aluno que não tem tanta organização ou que já tem uma vida corrida, mais agitada, o cenário é diferente. “É o que eu comento diariamente com meus alunos: é preferível fazer algo bem feito do que tentar fazer várias coisas e não entregar qualidade”, diz Vitor. 

João concorda e ressalta os prejuízos que a decisão teria na vida social. “Pode ser mais interessante se dedicar a uma graduação por vez, para que o estudante não tenha que abrir mão da convivência com a família e com os amigos, do lazer e de praticar de esportes, por exemplo”, finaliza. 

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