Fernanda recebe prêmio das mãos de Fábio Volpe, editor do Guia
Às 5h10 da manhã, Fernanda Maria Carvalho já está de pé. Precisa estar pronta às 6h para ir para o cursinho, onde vai encarar cinco horas de muito estudo. Depois do almoço, revisa a matéria do dia prefere estudar fora de casa, pois se distrai muito e encara os livros até as 18h, quando retorna ao curso preparatório para uma nova batelada de aulas.
A dedicação aos estudos é parte importante da vida de Fernanda desde o primeiro ano do Ensino Médio, e não é por menos: a garota quer fazer Medicina em uma faculdade pública. Já tentou a prova duas vezes e, apesar de ter passado em várias escolas particulares, decidiu rever sua maneira de estudar. Hoje, acredita estar no caminho certo. E conquistar o primeiro lugar no Simuladão Enem Guia do Estudante, realizado em julho deste ano, foi uma prova disso.Saiba mais sobre a carreira de medicinaPrepare-se para o Enem jogando o ‘Guia do Estudante das Galáxias’Faça agora o Simuladão do Enem
Ela não esconde que busca pelos melhores resultados, às vezes até demais. “No terceiro colegial eu me dediquei muito, dormia quatro horas por noite e estudava o dia absolutamente inteiro. Eu coloquei na cabeça que era disso que eu precisava.”
Sua mãe, Cristina, ficava preocupada com os exageros da filha, embora apoiasse qualquer decisão dela. “Eu conversei muito com a Fernanda naquela época, e era uma questão de maturidade. Hoje ela é madura o suficiente para conhecer os próprios limites”.
VESTIBULAR É SORTE
É por conhecer os próprios limites que Fernanda não deixa de fazer o que gosta. A estudante adora ficar no MSN e seu coração é são-paulino. Também gosta de ler, ir ao cinema e não dispensa uma festa mas com moderação, é claro. “Não dá pra ir toda sexta pro bar e todo sábado pra balada, você fica com déficit de sono a semana inteira. Mas dá pra curtir sim, de vez em quando.”
E namorar, dá? Para a vestibulanda, a resposta é sim. “Namorei na época mais corrida do colégio, me preparando para o vestibular”, conta. “Quando a pessoa não passa pela mesma coisa que você e não entende sua rotina, é complicado. Mas dá. É só se planejar”. Para Fernanda, a correria fica mais fácil de lidar ao lado de pessoas especiais. “Se os seus amigos te apóiam na época que você pode dar menos atenção a eles, a amizade fica ainda melhor depois.”
Apesar de tanta dedicação, a futura médica que sonha em fazer trabalho voluntário no Nordeste e na África sabe que vai precisar de uma “ajuda extra” para garantir sua vaga na turma de 2010. “Vestibular é só sorte”, polemiza Fernanda, que se apressa em evitar uma interpretação errônea. “Mas quanto mais você estuda, mais você aumenta as suas chances de cair o que você sabe”, diz. “Não tem milagre. Tem que estudar e respeitar seus limites. Sem isso, não dá.”