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“Vidas Secas” – Conheça os personagens da obra

O romance retrata a vida miserável de uma família de retirantes sertanejos

 (Editora Record/Divulgação)

“Vidas Secas”, romance de Graciliano Ramos, publicado em 1938, retrata a vida miserável de uma família de retirantes sertanejos obrigada a se deslocar de tempos em tempos para áreas menos castigadas pela seca. A obra pertence à segunda fase modernista, conhecida como regionalista, e é qualificada como uma das mais bem-sucedidas criações da época.

FABIANO – vaqueiro rude e lacônico. É o chefe da família dos retirantes. O nome do personagem já indica rusticidade e rudeza (o Dicionário Aurélio dá como sinônimos possíveis da palavra fabiano: “indivíduo inofensivo; pobre-diabo”).

SINHÁ VITÓRIA – mulher de Fabiano. É um pouco mais dotada de conhecimentos do que o marido, pois ainda consegue, por meio de métodos rústicos, fazer contas. Humilde, seu maior sonho é ter uma cama igual à do Seu Tomás da Bolandeira.

O MENINO MAIS VELHO E O MENINO MAIS NOVO – filhos do casal. Por não terem o nome citado pelo narrador, os dois personagens acabam sendo caracterizados por causa dos pais. Essa falta de pessoalidade no tratamento é eloquente, pois batiza os garotos com a impessoalidade.

BALEIA – personagem curiosa. É a cadela da família, que, no meio de personagens animalizados – zoomorfizados -, acaba por sofrer o processo inverso, de humanização – ou antropomorfização. Baleia, assim, demonstra um comportamento humano em muitas passagens, sobretudo no momento de sua morte.

SEU TOMÁS DA BOLANDEIRA – por votar e ser alfabetizado, é o modelo de erudição e de conhecimento dos demais personagens.

O SOLDADO AMARELO – antagonista mais direto de Fabiano, representa, assim como o fiscal da prefeitura e o dono da fazenda, a opressão do poder institucional.