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Zebras do vestibular: Confira dicas sobre as revoluções Mexicana, Cubana e Sandinista

Professor de história sintetiza três movimentos ocorridos na América Latina no século 20 e que podem surpreender os vestibulandos

por Fábio Brandt

“Nos últimos dez anos, sem exceção, caíram questões sobre América Latina na primeira fase do vestibular”, alerta Lucas Kodama, professor de história do Anglo Vestibulares. Por isso, ele destaca três eventos da região que não são muito estudados e podem surpreender os vestibulandos: as revoluções Mexicana (1910), Cubana (1959) e Sandinista (1979).

Vale prestar atenção especial aos dois desses eventos que ocorreram durante a Guerra Fria, tema destacado em 2009 porque a queda do Muro de Berlim – evento associado ao fim da tensão entre capitalismo e socialismo – completou 20 anos, lembra Kodama.

REVOLUÇÃO MEXICANA
Completará 100 anos em 2010. Trata-se de um movimento de oposição à “ditadura de Porfírio Diaz” (vigente entre 1884 a 1911) que culminou com uma constituição para o México, explica o professor Kodama. “O país vivia um cenário típico da América latina: miséria, exploração dos trabalhadores e concentração fundiária”, acrescenta.

Os alunos devem ter cuidado ao afirmar que essa revolução foi camponesa. Ela foi muito apoiada pelos camponeses, mas também teve aliança com a classe média burguesa, ressalta Kodama. Outro pontos a destacar, diz o professor, é que a Revolução Mexicana não teve caráter marxista. Além disso, seus principais líderes,  Pancho Villa e Emiliano Zapata, são muito lembrados até hoje. Zapata, por exemplo, inspira o nome do Exército Zapatista de Libertação Nacional – grupo revolucionário armado relacionado às reivindicações dos indígenas mexicanos.

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REVOLUÇÃO CUBANA
Completou 50 anos em 2009. “Cuba vivia uma ditadura comandada por Fulgêncio Batista. O cenário era de graves problemas sociais, concentração fundiária e miséria da população rural”, descreve o professor Lucas Kodama. Ao mesmo tempo, a capital, Havana, possuía grandes cassinos e festas para os americanos, que usavam Cuba como uma espécie de colônia de férias. “No interior, havia plantação de cana, voltada à exportação, e uma população camponesa miserável”, contrapõe Kodama.

Essa situação levou à eclosão de uma guerrilha, diferente da mexicana porque não começou com quem morava no país. “Ela nasce com os exilados voltando para Cuba, caso de Fidel Castro e seu irmão, Raul Castro. Além do Che Guevara, que era argentino. Eles organizam a guerrilha que toma o poder em 59”.

Para não cair em pegadinhas, os vestibulandos devem entender que essa revolução não se proclamou socialista logo de cara. “Ela só adere ao bloco socialista em 1961, quando rompe com os EUA”, esclarece Kodama.

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REVOLUÇÃO SANDINISTA
Ocorreu na Nicarágua e completou 30 anos em 2009. O país era marcado pela pobreza, pela crise social e pela ditadura da família Somoza, iniciada nos anos 30. “O grupo guerrilheiro que se armou contra o regime ficou conhecido como Frente Sandinista de Libertação Nacional”, explica o professor Kodama. O nome do grupo é homenagem ao líder camponês César Sandino (1895 – 1934), guerrilheiro “que morreu combatendo o imperialismo norte-americano na região”, diz.

Sobre este evento, os estudantes devem atentar para o fato de que o atual presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, foi também o primeiro presidente eleito democraticamente no país após o sucesso da revolução, conclui o professor.

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