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Três dicas para contratar um financiamento estudantil de forma segura

Ficou de fora do Fies? Veja outras formas de conseguir financiar os seus estudos

Por da redação Atualizado em 16 Maio 2017, 13h53 - Publicado em 10 fev 2016, 17h06

No final de janeiro, o Ministério da Educação realizou as inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do primeiro semestre de 2016. Mais de 400 mil estudantes se inscreveram no programa, que ofereceu 250.279 vagas em 1.337 instituições de educação superior – a prioridade das vagas ficou para os cursos de engenharias, com 34.557 vagas; formação de professores, com 47.115 vagas, e áreas de saúde, com 76.092 vagas.

– Aprovados no Fies já podem contratar financiamento

Apesar da ajuda do governo federal, muitos estudantes não conseguiram uma vaga e terão que procurar uma alternativa para continuar pagando os estudos. O problema é: nenhum outro financiamento tem taxas de juros anuais tão baixas como a do Fies (6,5% ao ano).

Por isso, para não se enterrar em dívidas, é preciso tomar alguns cuidados. Para ajudar você a saber qual a melhor forma de pagar os seus estudos, o GUIA DO ESTUDANTE conversou com um consultor financeiro que dá dicas de como agir de forma segura.

1 – O primeiro passo
A primeira coisa que você deve fazer é avaliar se o financiamento é a melhor solução para o seu problema. O consultor financeiro Erasmo Vieira orienta que o crédito privado deve ser uma das últimas alternativas a se buscar. “Tudo que é financiado tem juros e os juros irão elevar o preço do valor final pago no financiamento estudantil”, explica o consultor. Antes de recorrer ao banco, veja se você já tentou essas outras saídas:

– Já conversou com a faculdade sobre a possibilidade de conseguir uma bolsa?

– Se é você quem paga suas próprias despesas: há a chance de conseguir uma promoção no seu emprego ou de procurar outra colocação que eleve o seu salário?

– Se são seus pais: o orçamento familiar pode ser reorganizado para encaixar as mensalidades da faculdade? Dá para cortar alguma despesa supérflua?

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É importante tentar outras soluções porque financiar uma faculdade é coisa séria. A dívida poderá acompanha-lo por longos anos depois de formado e, como aponta Vieira, nem sempre um diploma em curso superior é sinônimo de salário polpudo imediato: “A universidade melhora a empregabilidade, mas não garante o emprego para você ter a renda e quitar a dívida no futuro. Às vezes o jovem até poderia pagar o curso, mas ele prefere jogar a dívida mais para frente porque quer aproveitar a vida, ir para balada, comprar um carro… Mas uma hora ele vai ter que pagar e com juros”, alerta.

2 – Pesquise bem antes de fechar contrato
Para quem não tem outra saída, o crédito estudantil é melhor do que os demais tipos de crédito, como o cheque especial e os empréstimos bancários tradicionais, chamados de CDC (Crédito Direto ao Consumidor). As taxas de juros são menores e o prazo para pagar a dívida pode ser negociado.

Muitas universidades mantêm convênios com instituições financeiras que oferecem condições melhores aos alunos. Vale a pena conhecer esses planos. Mas fique atento! Apesar da promessa de taxas menores, o recomendado é que você compare esses pacotes com outras fontes de financiamento.

Empresa realiza feirão universitário

A empresa de crédito estudantil Pra Valer realiza até domingo (21), o Feirão Sem Juros do PRAVALER. O aluno que contratar o crédito nas universidades participantes do evento não pagam juros ao longo de todo o financiamento e as parcelas começam a ser pagas só em maio.

Para se cadastrar, é só acessar o site do Pra Valer, checar as faculdades parceiras envolvidas nessa ação, simular a possibilidade de crédito e iniciar o processo de contratação. Os pré-requisitos para contratar são os seguintes: o aluno precisa de um fiador, e a renda dos dois somada deve ser de, no mínimo, duas vezes e meia o valor da mensalidade. Por exemplo: se a mensalidade for de R$ 1000, os dois precisam apresentar juntos uma renda de, pelo menos, R$ 2500. Se o aluno não tiver renda, tudo bem, o fiador pode comprovar esse valor sozinho. Além disso, os dois não podem ter o nome negativado. A partir daí, é só se inscrever no site e aguardar a análise de crédito do programa.

Olho no orçamento
“O principal cuidado é avaliar se a prestação cabe no orçamento sem estresse”, aconselha Erasmo Vieira. Com o Fies, o estudante só paga depois de formado, mas em muitos planos de financiamento privado é necessário pagar uma “mensalidade” ao banco logo no primeiro mês de contrato. Por isso, é importante pesquisar em diversas instituições financeiras antes de fechar o contrato. “Oriento para que o estudante financie o mínimo possível no menor prazo, desde que a prestação caiba no seu orçamento”, diz o especialista.

Não existem fórmulas mágicas para saber quanto você pode gastar por mês com o financiamento, segundo Vieira. É preciso botar no papel todas as despesas fixas que não podem ser cortadas e avaliar o que pode ser economizado para pagar as parcelas do valor negociado. “Vejo pessoas que estão ficando inadimplentes porque não fazem planejamento e, mesmo não cabendo no orçamento, colocam [o financiamento] forçadamente”, revela o consultor.

Além disso, é preciso contar com imprevistos. Vale a pena guardar em uma poupança pelo menos um pouquinho por mês, caso você perca o emprego ou fique doente. A boa notícia é que, se você não conseguir pagar as parcelas do empréstimo, não precisará largar a faculdade. “No financiamento, a instituição financeira garante o pagamento do período combinado à universidade e a pessoa pode se formar e receber o diploma. Se não pagar, ficará endividada com o banco e não com a faculdade”, explica Vieira. Em todo caso, é importante checar essa garantia na hora de assinar o contrato.

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