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Ensino híbrido e IA: que esperar da educação nos próximos anos

Experiências imersivas e aprimoramento das habilidades socioemocionais são algumas tendências do setor

Por Julia Di Spagna Atualizado em 1 nov 2021, 23h19 - Publicado em 10 ago 2021, 21h30

Já imaginou visitar um local histórico durante uma aula sobre Grécia Antiga com óculos de realidade virtual? Ou visualizar um elemento da tabela periódica enquanto estuda Química? Ou ter mais autonomia para definir sua grade curricular e a forma como será avaliado? Essas são algumas tendências do universo da educação para os próximos anos.

Diversas tecnologias e metodologias são discutidas, testadas e aplicadas em escolas do mundo inteiro para fazer com que o aprendizado se torne cada vez mais eficaz. Especialistas também se preocupam ano a ano, não apenas em melhorar números e técnicas, mas criar maneiras de tornar o estudo mais interessante e atrativo para todas as faixas etárias.

Afinal, hoje, os índices de evasão escolar no Brasil são altos. Segundo uma pesquisa divulgada pelo IBGE em 2020, das 50 milhões de pessoas com idades entre 14 e 29 anos, dez milhões, ou seja, 20% delas, abandonaram a escola em alguma das etapas da educação básica. O principal motivo foi a necessidade de trabalhar e, em seguida, o desinteresse pelos estudos. 

Tendências da educação

Pode parecer que cada metodologia ou novidade esteja focando em um objetivo pedagógico diferente, mas é possível perceber que a maioria tem como pressuposto algumas características em comum, como a autonomia do aluno, sendo colocado no centro do seu processo de aprendizagem; uma preocupação maior com as habilidades que vão além da parte técnica; e um uso intenso da tecnologia em prol de melhores resultados, como uma aliada dos docentes e dos estudantes. 

Confira algumas tendências que irão se destacar na educação nos próximos anos:

Ensino híbrido

Essa metodologia consiste em misturar o ensino presencial e o remoto, de maneira que se tire o melhor proveito de cada experiência. Além de ter a interação com colegas e professores em sala de aula, esse formato também permite uma rotina de estudos mais dinâmica, diversificação do estilo de atividades e dá autonomia aos estudantes. 

O ensino híbrido ganhou força nos últimos tempos por conta da pandemia da covid-19. O isolamento social forçou as escolas a se adaptarem e uma das alternativas, principalmente durante as fases de relaxamento da quarentena, foi permitir que parte dos estudantes assistissem às aulas na escola, enquanto outra parte assistia online. 

Mas o ensino híbrido vai muito além de ter algumas aulas na escola e outras online. A ideia aqui é realmente que as modalidades se complementem, explorando o que cada formato tem de melhor para potencializar o ensino.

Metodologias ativas

Quando você pensa em uma sala de aula, qual é a primeira imagem que vem à cabeça? Provavelmente, um monte de cadeiras enfileiradas com alunos que escutam um professor posicionado na frente da sala, passando os conteúdos que devem ser apreendidos. O objetivo das metodologias ativas é mudar essa lógica.

A ideia é fazer com que os estudantes aprendam de uma forma mais autônoma e não apenas recebendo de uma forma passiva o conhecimento entregue pelos professores. Por meio das metodologias ativas, as crianças e adolescentes participam ativamente na construção de suas formações e se tornam protagonistas do processo de ensino-aprendizagem.

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O ensino híbrido é um exemplo de metodologia ativa, assim como a sala de aula invertida (o aluno estuda o conteúdo previamente para levar ideias para a aula), o desenvolvimento de projetos e a gamificação (utilização de jogos para engajar e desafiar os estudantes). 

Uso de tecnologias

Embora recursos tecnológicos já sejam usados na educação, a tendência é que eles não sejam meras ferramentas para os professores, mas façam parte do ensino de uma forma integrada. 

Um dos exemplos é o uso da inteligência artificial para ajudar a personalizar o ensino, com plataformas que identifiquem o perfil dos alunos, seus pontos fortes e fracos, tornando o aprendizado mais significativo e motivador. 

Outra possibilidade é o uso de realidade aumentada, que mistura elementos reais com o universo virtual para criar experiências imersivas e instigar os estudantes. 

Habilidades socioemocionais

As principais fórmulas de matemática, as regras gramaticais e o ciclo do carbono são informações importantes para a formação do estudante. Mas a escola também tem uma função social de preparar os jovens para os desafios que enfrentarão na vida adulta, tanto em questões pessoais quanto no mercado de trabalho. 

Para isso, uma das grandes tendências é o investimento do desenvolvimento das habilidades socioemocionais, como empatia, autoconhecimento, capacidade de tomada de decisões, responsabilidade, autonomia e criatividade. 

Para saber mais
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Relatório do Facebook aponta que a Cultura maker (faça você mesmo) é o assunto mais comentado pelos brasileiros na rede social em 2020

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