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Professor da rede pública contribuiu para ausências no Enem, diz ministro

Segundo Milton Ribeiro, os alunos que mais precisaram não tiveram acesso à educação durante a pandemia; exame registrou 26% de abstenção

Por Wender Starlles Atualizado em 22 nov 2021, 02h14 - Publicado em 21 nov 2021, 22h11

Na coletiva sobre o balanço da aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021, que aconteceu na noite deste domingo (21), o ministro da Educação, Milton Ribeiro, atacou a posição de docentes da rede pública de ensino que foram contra a volta às aulas durante a pandemia. “Muitos jovens, sobretudo das classes mais humildes, não puderam fazer a prova porque estudavam em escolas públicas em que os professores não queriam dar aula”, disse.

No segundo ano consecutivo de aplicação em meio à pandemia, o Enem 2021 registra cerca de 26% de abstenção, de acordo com dados preliminares divulgados pelo Instituo Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O índice se manteve dentro da média em relação a edições anteriores realizadas antes da covid-19. “O mais importante não é o número de inscritos, mas sim a quantidade de candidatos que fazem a prova”, afirmou o ministro.

Durante a semana que antecedeu a primeira prova do Enem deste ano, servidores do Inep acusaram o governo federal de tentar interferir na elaboração dos conteúdos. O presidente Jair Bolsonaro teria pedido ao Ministro da Educação que trocasse o termo “golpe militar de 1964 por “revolução de 1964”, segundo denúncia.

A polêmica foi reforçada após Bolsonaro afirmar que a edição deste ano do Enem estaria com a cara do governo. Sobre o assunto, Milton Ribeiro comentou na coletiva: “Quem teve acesso à prova pode notar que ela segue o mesmo padrão. Tentaram politizá-la, mas não houve nenhum tipo de interferência. Se houvesse, e isso é apenas uma hipótese, algumas questões nem estariam ali”, comentou.

Acompanhe a cobertura completa do GUIA sobre o Enem 2021: gabarito, redação, comentários dos professores e mais 

O ministro criticou parlamentares que entraram com ações judiciais para tentar impedir a realização do exame apenas com base nas informações divulgadas por servidores do Inep, sem a apresentação de provas. “Fico cada dia mais indignado com pessoas que não têm o mínimo de consideração com os milhões de candidatos que se prepararam”, afirmou.

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