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Como saber do que eu realmente gosto?

Orientador profissional esclarece

Por Redação Atualizado em 16 Maio 2017, 13h40 - Publicado em 26 out 2012, 11h15

Oi orientador, tenho 17 anos e estou prestes a fazer vestibular, mas para isso tenho que escolher o curso que vou fazer. Já pensei em Veterinária e Direito durante um bom tempo quando era menor, e dai Design porque gosto de desenhar – reproduzir imagens, na verdade. Ultimamente, como está chegando a hora de tomar uma decisão, tenho pensado em Ciências Biológicas ou Design Industrial. Já fui a algumas palestras sobre e li a respeito, mas continuo na dúvida, pois não sei se é isso que eu realmente quero. Não sei o que eu gosto de fazer direito e nunca fui má aluna. Sempre fui muito dedicada e tirei notas boas. O que fazer pra descobrir isso agora? Não gostaria de perder um ano pensando sobre. O melhor seria aproveitar agora que terminarei o terceiro ano.
Enviado por Aline Pitol Gomes

A escolha de uma profissão é um passo importante na vida. Ela faz parte de um projeto maior, o “projeto de vida”; como “projeto”, pode passar por retificações, mas é esperado que ele tenha bons alicerces para dar sustentação à construção de um caminho que realize expectativas complexas.

Por exemplo: para algumas pessoas vale a pena utilizar o ano posterior ao ensino médio para melhor se preparar para os vestibulares, de forma a ingressar em universidades mais disputadas. De toda forma, o processo de escolha demanda tempo para pesquisa, análise sobre os fatores que o influenciam. Se isso for possível, considere então a possibilidade de ingresso já no final deste ano.

A existência de interesses muito variados – como parece ser seu caso – muitas vezes é um fator que coloca duas questões ante o processo de escolha de uma profissão: por um lado amplia a liberdade quanto às diversas possibilidades de os verem contemplados, pelo menos em parte, por muitas profissões. Por outro lado dificulta a busca por uma profissão que sintetize todos os anseios.

Você deve considerar esses elementos em seu processo, mas procure realizar uma reflexão mais abrangente e parcimoniosa, “por partes”. Informe-se sobre todas as profissões inicialmente (e não apenas as que você citou). Em seguida, descarte aquelas que não exercem nenhuma atração sobre você. Quanto às que restarem (e podem ser muitas), aprofunde-se na pesquisa investigando a grade curricular dos cursos, áreas de atuação; procure entrevistas de profissionais das áreas, bem como é o cotidiano de trabalho.

A partir de cada profissão é possível construir roteiros diferentes de vida, relacionados ao tipo de vínculo de trabalho, à atuação mais instrumental ou à pesquisa, aos desenvolvimentos teóricos e técnicos da área, ao tipo de compromisso social que o profissional dedica quanto a quem recebe os benefícios de sua ação, às oportunidades de mercado e campo de trabalho.

Investigue também que características pessoais você quer que se mantenham ou que sejam desenvolvidas por meio do curso e da profissão a serem escolhidos. O processo é trabalhoso, mas quanto mais você se dedicar a ele, maiores serão as chances de sucesso.

A busca de uma síntese possível é, portanto, um ato individual em que quem escolhe assume certas perdas pessoais e os riscos inerentes a todo projeto. Encare-a a partir de muito trabalho e coragem.

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