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Dá para focar em Física na faculdade de Engenharia?

Orientador profissional esclarece

Por Redação Atualizado em 16 Maio 2017, 13h53 - Publicado em 3 jul 2014, 11h22

Tenho muito interesse por Física, a origem do universo, e outras questões teóricas do tipo. Todas as pesquisas que fiz sobre o curso apontam que o mercado de trabalho é ruim, já que não há muito investimento em pesquisa no Brasil, e também por o físico concorrer com os engenheiros. Não me vejo como professora, então pensei por optar por alguma Engenharia. Encontrarei essa base teórica que tanto me entusiasma acerca da origem da vida? Se sim, qual é a melhor Engenharia para mim?
Enviado por Carolina

A Física é considerada uma ciência básica, ou seja, lida com a pesquisa e a construção de explicações dos fenômenos físicos da natureza (ondulatória, acústica, óptica, eletromagnetismo, dinâmica, cinemática, eletricidade, etc); pode também oferecer elementos para a aplicação de tais conhecimentos em outras áreas, como a Engenharia, a Computação, o lazer (veja quanta “física” está presente em parques de diversão ou no tratamento acústico de shows), questões ambientais, estudos ligados à indústria bélica.

Nesse sentido, o campo de atuação do físico é amplo. Isso significa que vários setores podem e necessitam usufruir de seus conhecimentos, por exemplo: órgãos ligados às questões ambientais, indústrias e empresas ligadas ao tratamento acústico de ambientes, observatórios astronômicos, pesquisa de propriedades de materiais diversos, peritagem técnica (nas polícias civil e federal ou em escritórios de consultoria).

Por estar intimamente ligada às questões do funcionamento do mundo e do universo, sempre suscitou ligações com a Filosofia. Vários físicos, dentre eles Einstein e Mario Schemberg (importante físico brasileiro) enveredaram por este caminho. Discutir a origem do universo, a natureza e as condições da existência das vida, a relação entre matéria e energia, entre energia e consciência, o mínimo espaço do átomo e o absoluto regimento das leis universais, podem também fazer parte desse campo do conhecimento. Isso abre perspectivas para a produção de ensaios e artigos para a midia e para a pesquisa interdisciplinar nas universidades.

Cabe salientar no entanto que se o campo é amplo o mesmo não ocorre quanto ao mercado de trabalho. Nas diversas áreas de atuação o físico concorre com outros profissionais, principalmente engenheiros. Nesse sentido o profissional deve buscar uma formação de excelência e continuada, bem como estar atento às poucas oportunidades oferecidas.

De fato o melhor setor de mercado para o físico (licenciado) é a docência. Há uma clara carência de professores desta área no Brasil, o que não parece contemplar seus interesses. A complementação curricular que leva ao bacharelado permite a atuação em indústrias em áreas que envolvam conhecimentos próprios da Física, como óptica, acústica, troca de calor, radiação. Nestes casos, o profissional trabalha no âmbito tecnológico no desenvolvimento e manutenção de processos e produtos. A demanda de profissionais nestes setores tem crescido, mesmo tendo que competir com engenheiros, por exemplo.

A pesquisa acadêmica é uma forte opção para quem tem interesses teóricos como os seus; para tal o profissional precisa realizar estudos pós-graduados e filiar-se a núcleos de pesquisa em universidades brasileiras ou no exterior. Com dedicação você pode se tornar uma pesquisadora de prestígio e desenvolver seus interesses paralelamente ao ensino da Física em cursos superiores.

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