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Ainda é possível conseguir um estágio durante a pandemia?

Apesar de muitos processos suspensos, ainda há formas de encontrar oportunidades sem sair de casa

Por Letícia Albuquerque - 20 Maio 2020, 21h07

A pandemia do coronavírus desestruturou o mercado de trabalho. Além do aumento do desemprego, grande parte das profissões está se reinventando para encontrar formas de sobreviver a uma nova realidade. E não é diferente com os estágios. Segundo a Companhia de Estágios, 25% das vagas abertas foram suspensas com a chegada da pandemia.

Mas muitas empresas estão indo na contramão e aderindo ao manifesto Não Demita, criado por Daniel Castanho, presidente do conselho de administração da Ânima Educação, ao lado de nomes como Magazine Luiza, Santander e Natura. No movimento, as empresas participantes se comprometem a manter seus funcionários por mais dois meses durante a crise para diminuir o colapso econômico e social. Além disso, algumas empresas decidiram seguir com a abertura de seus programas de estágio, durante a quarentena, e adaptar seu processo seletivo ao momento, como a Sanofi.

A Catho, empresa que facilita o recrutamento das empresas, afirma que 50% dos profissionais de RH acreditam na efetividade do processo seletivo online durante a quarentena. Entre os recursos mais utilizados, a videochamada tem a preferência para a realização da entrevista e é muito importante para “mostrar ao recrutador quem é o candidato de forma mais clara e pessoal”.

A Catho afirma que muitas empresas seguem contratando e que possui cerca de 5 mil vagas de estágio disponíveis em seu sistema. Nesse momento, “é fundamental estar preparado para a entrevista e estudar sobre o momento que a companhia está passando”, afirmam.

Uma boa causa

Mas, para além das vagas de estágio, a busca por voluntariados cresceu durante a quarentena. Com o aumento de 50% na procura de projetos para se engajar, a plataforma Atados passou a divulgar e treinar suas ONGs parceiras para o voluntariado a distância.

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Para escolher um projeto, você pode partir da causa em que quer se engajar, da habilidade que você quer desenvolver ou, até mesmo, combinando com seu curso de graduação. Para Daniel Morais, fundador do Atados, o mais interessante de participar de um voluntariado é a autonomia que eles oferecem ao candidato.

Essa oportunidade garante, além do trabalho social e do aprendizado, experiência que pode ser incluída no seu currículo. “Muita gente faz voluntariado para depois entrar no mercado de trabalho, já que algumas atividades te permitem liderar uma equipe ou gerir um projeto sozinho, oferecendo habilidades que, às vezes, você não teria em um estágio”, conta Morais.

Algumas vagas dependem de pré-requisitos específicos, como designer ou psicólogo, por exemplo, mas outras dependem apenas da disposição do candidato em ajudar. O fundador da plataforma conta que o mais importante é o comprometimento com as tarefas: “o voluntário precisa pensar se vai ter disposição e tempo para cumprir aquele trabalho”.

Atualmente, o Atados conta com 2.300 ONGs parceiras que precisam de ajuda de redatores, analistas jurídicos, programadores, ilustradores e até influenciadores de causa.

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