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Jornalismo ou Relações Internacionais?

Orientador profissional esclarece

Por Redação Atualizado em 16 Maio 2017, 13h44 - Publicado em 6 mar 2014, 16h08

Minha maior dúvida é se faço Jornalismo ou Relações Internacionais. Amo e consigo me identificar com as duas, mas eu acho que o mercado de trabalho de Jornalismo está muito desvalorizado hoje em dia e isso tem me desanimado. Não sei o que escolher!
Enviado por Flávia

O curso de Jornalismo promove o desenvolvimento de conhecimentos e técnicas de redação, de construção de textos jornalísticos, a compreensão da natureza e dos mecanismos das diferentes mídias (jornais, televisão, internet, etc), estratégias de condução de investigações jornalísticas, entre outros.

No Brasil não é necessário – porém desejável – o diploma de graduação em jornalismo para exercer esta profissão. Este é um debate que atravessou as últimas décadas e ainda está presente; procure se informar sobre os argumentos favoráveis e contrários à exigência de diploma para o exercício do jornalismo.

O mercado de trabalho para jornalistas não atravessa período de expansão em função da saturação de profissionais, ou seja, há muitos profissionais formados, o que dificulta o ingresso no mercado. Há também a concorrência de profissionais de outras formações, já que não há lei que determine exclusividade para graduados em jornalismo para o exercício funções na área.

Novas oportunidades estão situadas nas midias digitais: portais, blogs, revistas eletrônicas. As assessorias de comunicação e o jornalismo institucional – dentro de empresas – também apontam alguma ampliação de vagas.

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O profissional formado em Relações Internacionais tem como meta otimizar as relações entre empresas, órgãos governamentais, entidades internacionais em várias áreas: política, militar, cultural, comercial, legais, de direitos civis. Sua formação exige sólidos conhecimentos humanísticos, baseados em sociologia, economia, história, antropologia.

O campo profissional do internacionalista (designação do graduado em relações internacionais) ainda encontra-se em desenvolvimento. Seu lugar no mercado vem se construindo desde que se intensificaram as transformações promovidas pela mundialização do capital e a globalização.

As empresas privadas têm buscado a assessoria destes profissionais para resolver questões tanto comerciais como de imagem institucional. Questões ligadas à chamada diplomacia corporativa e às exigências que surgem de demandas como a compatibilização resultante de acordos ligados à economia sustentável. Empresas focadas em ampliar seu mercado externo podem representar boas oportunidades de trabalho, seja como empregado seja como consultor. Não há, no entanto, uma massa de dados adequada para apontar a real situação de mercado para este profissional.

Como você pode perceber, apontar tendências de mercado não é uma ação totalmente objetiva. É necessário sempre que a pessoa observe o panorama e avalie a medida dos riscos que pretende enfrentar, considerando ao mesmo tempo que o próprio cenário de mercado pode mudar até o final da graduação ou alguns anos depois.

Há, porém uma série de circunstâncias que podem ampliar as chances de ingresso na área como realização de um bom curso e de forma empenhada, estágios, contatos profissionais desde a graduação, identificação de áreas novas ou de demandas específicas na profissão. Continue suas pesquisas e procure entrevistar profissionais das duas áreas.

Leia mais:
– Você está seguro de que Jornalismo é mesmo seu futuro?
– Relações Internacionais é o curso que eu quero?

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