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Os 5 assuntos em biologia que mais confundem os alunos

Conversamos com o professor Paulo Jubilut, dono do canal Biologia Total e convidado da Feira GE, para desvendar alguns temas

Por Giulia Tani Atualizado em 8 ago 2018, 19h25 - Publicado em 8 ago 2018, 19h22

Dependendo do tópico abordado, a relação do estudante com a biologia pode ser um tanto quanto conturbada. Afinal, quem consegue se lembrar de todos os reinos dos seres vivos, ou memorizar cada uma das estruturas celulares?

Para o professor de biologia e dono do canal Biologia Total, Paulo Jubilut, essa rejeição por parte dos alunos é causada principalmente pela presença de nomes complicados no ensino da matéria. “Eu os chamo de ‘biologuês’. Quando ensinados sem contextualização, eles acabam passando a falsa imagem de que a biologia é só um monte de nomes”, comenta.

Com as datas dos principais vestibulares do país estão se aproximando, conversamos com o professor e reunimos os cinco assuntos em biologia que mais confundem os alunos na hora de estudar. Já que a tensão aumenta, a necessidade de esclarecer dúvidas se torna primordial. 

Inscreva-se na Feira GE!

Jubilut é conhecido por seu canal no YouTube com mais de 1,3 milhões de inscritos e será uma das atrações na Feira do Guia do Estudante de 2018. No evento, ele fará uma palestra no dia 15 de setembro, às 14h, com o tema: O profissional do futuro: como consegui me diferenciar sendo biólogo e professor em um mercado tradicional.

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Confira os temas mais confusos em biologia para os alunos, de acordo com o professor:

Respiração Celular

“Respiração celular é um processo que ocorre dentro das células, ou seja, algo muito abstrato e que, além disso, tem uma série de etapas com muitos nomes complicados. Se o professor não contextualizar o assunto e não se esforçar para torná-lo mais real, tudo vai virar uma mera ‘decoreba’ e, após a prova, será totalmente esquecido” comenta Jubilut.

Cadeia Alimentar

Levando em conta levantamentos dos últimos anos dos principais vestibulares brasileiros, ecologia é um dos temas que mais aparece em questões das provas. Dentro dele, cadeia alimentar, gera muitas dúvidas nos estudantes. “Não à toa, é um assunto recorrente nos vestibulares, principalmente no ENEM. Os estudantes têm dificuldade de entender que cadeia alimentar é uma simplificação da teia alimentar. Eles acabam não relacionando as duas, achando que são coisas diferentes. Outro problema é que quando é pedido para os estudantes representarem uma cadeia alimentar, geralmente eles colocam as presas e os predadores e acabam esquecendo dos produtores, que sempre estão no início de qualquer cadeia alimentar.”

Embriologia

Com a embriologia, a mesma dificuldade nas denominações se repete. “O problema é a quantidade de nomes. Infelizmente, ainda existem vestibulares que exigem esses nomes, o que torna o estudo da embriologia muito chato. Ninguém merece ter que guardar no cérebro protostômio ou deuterostômio. O ensino dos nomes na biologia deve ser algo secundário e não o objetivo principal”, explica. Não à toa, o vídeo “Desenvolvimento Embrionário – Embriologia” é um dos mais populares do canal do professor Jubilut,, com mais de 1,8 milhões de visualizações.

Genética

“Dentro da genética, a maior dificuldade é entender o que são os famosos A e a. Geralmente os alunos ficam combinando estas letras sem saber o que estão na verdade fazendo. As letras representam os genes do DNA e quando você as separa, está na verdade simulando a separação dos cromossomos na meiose e formando os gametas. Quando isso fica claro para o estudante, a visão dele em relação a genética muda de uma maneira muito positiva”, esclarece o professor.

Fisiologia

Tema recorrente no vestibular, Jubilut explica: “No caso da fisiologia, assunto também recorrente nos vestibulares, um erro comum que eu observo é com relação aos intestinos grosso e delgado. Por conta do nome, os alunos pensam que o intestino grosso é muito maior do que o delgado, e na verdade é o contrário. O intestino delgado humano tem em média sete metros, enquanto o grosso possui apenas um metro e meio”.

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