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Passei em uma universidade federal, mas o curso é integral e eu trabalho. Continuo na particular?

Orientador profissional esclarece

Prezados amigos, vou tentar ser o mais breve e objetivo possível… Tenho 23 anos, trabalho em uma empresa de engenharia e curso engenharia em uma faculdade particular à noite, como inúmeros brasileiros o fazem. Consegui uma vaga em uma faculdade federal pra fazer o mesmo curso, porém, ele é ministrado em tempo integral e eu teria de abandonar o emprego. Queria saber da opinião de vocês, já que não é segredo para ninguém que as faculdades públicas são tecnicamente melhores. Será que a experiência na profissão consegue compensar essa diferença?
Enviado por Fabiano Chaves de Oliveira

As questões que você levanta demonstram que você tem consciência sobre importantes elementos envolvidos neste novo momento de escolha profissional.

Alguns roteiros para a construção de respostas e definições podem sair das seguintes reflexões: a realização de um curso em período integral indica claramente maior possibilidade de aprofundamento durante a formação, não apenas pela carga horária do curso, mas também pela disponibilidade do tempo extra, não ocupado com atividades profissionais diretas. A ausência desta experiência direta poderia em parte ser suprida em breve pela realização de estágios.

Considere que há questões de planejamento financeiro envolvidas. Por um lado a mudança o desoneraria quanto às mensalidades da faculdade e por outro interromperia a remuneração percebida em seu atual emprego. Esta é uma decisão que depende concretamente da viabilização material de sua vida e formação.

O desligamento da empresa atual poderia ser “negociado”: você poderia conversar com seu grupo de trabalho e com as chefias de forma a manter a porta aberta para um eventual futuro retorno, na condição de estagiário ou mesmo já depois de formado.

Por fim, procure avaliar a comparar a qualidade dos cursos nas duas instituições. Para tal você pode se apoiar em informações diretas junto a alunos e professores dos cursos, bem como nos resultados do ENADE (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) e das avaliações de cursos superiores promovida pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), órgão do MEC responsável pelo acompanhamento da qualidade dos cursos superiores.

Por fim, considere que qualquer que seja a decisão, haverá perdas e ganhos. Mas sempre estará presente algum grau de risco, que deve ser enfrentado com coragem e com o desenvolvimento de estratégias constantes para o alcance de seus objetivos.

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