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Produção Editorial é uma carreira ariscada?

Orientador profissional esclarece

Eu curto pra caramba a área de comunicação, principalmente visual, tanto que fiz um curso técnico em comunicação visual. No curso teve um trabalho que tivemos que pensar, elaborar e entregar um livro de receitas. O trabalho ia desde pensar para que público o livro se destinaria, passando por elaborar as ilustrações, escolher as receitas, título, capa, acabamento, até imprimir, refilar e colar. Foi o trabalho que eu mais gostei do curso inteiro. Foi então que pesquisei e me apaixonei pela grade de Produção Editorial das três faculdades que oferecem o curso aqui em São Paulo. E o fato de existir pouquíssimas faculdades para escolher me deixou com umas pulgas atrás da orelha, será que é uma área ruim pra seguir?
Enviado por Beatriz Villar

O campo da Produção Editorial traz variáveis difíceis de serem medidas. Há uma multiplicidade de atividades que vão desde a seleção de textos (o que requer amplo conhecimento de literatura ou de conhecimentos científicos específicos) até o domínio de estratégias de marketing, passando por conhecimentos técnicos relacionados a diagramação e impressão.

Profissionais como formados em Letras, jornalistas e designers gráficos participam do processo e podem assumir funções gerenciais que seriam típicas do produtor editorial. Outras formações também encontram espaço quando as editoras são relativamente especializadas quanto a seus temas. Por exemplo, há editoras que publicam linhas editoriais relacionadas a temas sociais; nelas cientistas sociais com especializações podem ser chamados a ocupar a editoria.

Outro fator a ser considerado é que a forma de publicação de textos tem passado por mudanças. Muitas publicações “físicas” (livros e revistas em papel) tem perdido espaço para as formas eletrônicas (e-livros, por exemplo), o que indica mudanças ainda não totalmente definidas neste mercado de trabalho.

A existência de poucos cursos específicos de graduação reflete em parte este quadro. A busca de outra graduação como letras ou jornalismo e a especialização em atividades relacionadas a parte do processo editorial de fato se apresenta como possibilidade. No entanto, considere que cada graduação permite o exercício de outras atividades não relacionadas à edição (e deve, portanto ser analisada em si, ou seja, você precisa avaliar se a formação em jornalismo ou publicidade também lhe são atraentes).

Quanto ao mercado, o site http://www.salariometro.sp.gov.br , que divulga dados oficiais do Ministério do Trabalho e Emprego indica que “nos últimos seis meses, o salário médio de admissão desta ocupação” (editor de revista, de livro  etc) "para o perfil informado foi R$ 5.562”. Mas afirma também que “neste período, houve 41 contratações com o mesmo perfil, na localidade informada (Fonte: CAGED/MTE)”, o que é muito pouco para todo o Brasil. Há que se considerar que uma parte considerável de editores trabalham em regime autônomo, ou seja, prestam serviços específicos as editoras sem manter vínculo fixo de trabalho.

Já nas funções de assistente editorial, diagramador, designer gráfico e outras envolvidas no processo a remuneração varia bastante, sendo em geral menor que a indicada acima. Procure editoras de diferentes portes e segmentos e entreviste profissionais envolvidos nestes processos para informações mais aprofundadas.

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