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Profissão estável ou o que eu realmente gosto?

Orientador profissional esclarece

Gosto de muitas coisas, mas não sei qual quero como uma profissão. Gosto muito de espanhol, de fazer bolos e doces e ajudar as pessoas. Penso em ser psicóloga, pedagoga, professora de espanhol ou culinarista. Mas meus pais me pressionam para eu fazer uma faculdade que me proporcione um futuro estável. Como faço para saber qual das opções que gosto é a melhor para minha vida profissional?
Enviado por Mayra

A escolha de uma profissão obviamente se baseia em coisas que gostamos de realizar. No entanto, é preciso avaliar detalhadamente a adequação de nossos interesses às atribuições profissionais. Vamos explicar: a experiência cotidiana que carregamos conosco, nossas lembranças da infância, as coisas que nos divertem ou nos enchem de alegria e interesse são o ponto de partida para nossas escolhas profissionais – mas não necessariamente o ponto de chegada.

Isto porque nem sempre uma profissão é uma extensão de nossas experiências; as profissões exigem responsabilidades, determinam certas rotinas que muitas vezes são bem diferentes daquilo que imaginamos antes de conhecê-las profundamente.

Isso pode indicar que muitos de nossos interesses encontram maior satisfação quando os tomamos como hobbies, ou quando as realizamos secundariamente em nossa vida profissional. Por exemplo: alguém pode gostar muito de música, de tocar um instrumento, mas não se daria bem como músico profissional, seguindo uma rotina de ensaios, recebendo em geral uma remuneração variável de mês a mês, passando horas buscando a perfeição da execução de uma música sozinho em um estúdio de gravação, ou tendo que estudar teoria musical.

Assim, esta pessoa pode optar por tocar para os amigos e família aos fins de semana, quando está de folga, por exemplo, de seu escritório de arquitetura; ou estar próximo da música ao organizar o lançamento de uma coleção de CDs de uma determinada banda, como produtor cultural.

Com isso estamos dizendo que o primeiro passo é você pesquisar detalhadamente as profissões citadas: consulte publicações especializadas – como o Guia do Estudante, faça buscas em sites de associações profissionais, converse com profissionais, investigue as disciplinas que compõem os cursos das áreas que você diz ter interesse. Imagine-se então fazendo o curso, projete-se para o futuro e pense como seria realizar as atividades de cada profissão. Isto poderá ajudá-la a definir melhor qual profissão realizará mais fortemente seus interesses.

Seus pais desejam que você tenha um “futuro estável” (quais pais não desejam?). Pensamos que se referem a uma carreira que garanta bons salários e estabilidade no mercado de trabalho. A opinião deles é importante, pois eles contribuíram fortemente para você agir como age, ou mesmo para ser diferente das expectativas deles – e nem sempre percebemos isso nos momentos em que estamos indecisos.

Os valores pessoais que você carrega consigo têm clara relação com a educação e os cuidados que recebeu dos seus pais. Nesse sentido, à medida que você realiza suas pesquisas sobre as profissões, discuta-as com eles. O que parece uma pressão inicialmente pode se converter em diálogos e debates bastante proveitosos, desde que baseados em bons e sólidos argumentos. Nossas certezas são mais bem identificadas quando debatemos nossas dúvidas. Todos poderão expor seus pontos de vista, e você poderá tomar sua decisão, assumindo-a com mais força e determinação.