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Como aproveitar melhor a relação com o seu orientador na pós-graduação

Por Gabriela Portilho Atualizado em 16 Maio 2017, 13h29 - Publicado em 18 dez 2014, 14h47

Em qualquer jornada, ter por perto um mestre que entenda suas necessidades e ajude a alcançar seus objetivos é um atalho precioso. No mestrado e doutorado isso não é diferente, e fica a cargo do orientador, um professor que estará ao seu lado durante a pesquisa, facilitando o trabalho durante a pós-graduação.

Em boa parte das universidades, algumas opções de orientadores já são indicadas pela coordenação do curso, já que os programas em geral seguem linhas de pesquisa. Analisando seu projeto, a comissão poderá indicar o orientador cuja linha tem mais aderência com o tema que você deseja pesquisar.

A indicação também depende da disponibilidade do orientador, já que a Capes recomenda um número máximo de orientandos para cada professor a fim de garantir o bom rendimento dos trabalhos.

Para Leandro Morilhas, coordenador geral da FIA, um bom orientador consegue facilitar a experiência do aluno durante todo o mestrado e doutorado, indicando referências de leitura, propondo ou ajudando o aluno a encontrar novos caminhos para a pesquisa e instigando-o à reflexão e ao senso crítico em relação ao que ele encontrar em sua investigação.

É por isso que uma boa relação com o orientador é fundamental para o desenvolvimento de um trabalho final de excelência. “Se uma dissertação de mestrado ou uma tese de doutorado forem bem sucedidas, tanto o orientador quanto o aluno saem ganhando. Caso contrário, o orientador sai prejudicado e o aluno também perde o título a que está pretendendo”, explica.

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Para Claudinei Matheus, pós-graduado em Ciências Contábeis pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, o trabalho de escolha do orientador foi coletivo, mas fundamental para o bom desempenho do trabalho “Além da pesquisa que fiz sobre os docentes antes de começar o mestrado, pude contar com a indicação da coordenação do curso, que soube indicar um orientador mais familiarizado com o tema da minha pesquisa”, explica. “A competência acadêmica do orientador foi fundamental, mas é claro que quando existe afinidade pessoal o trabalho se torna ainda mais leve”, complementa.

Já Victor Caldas, doutorando em Biofisica, na Universidade de Groningen, na Holanda, fez uma lista de orientadores nos quais ele se interessava para orientá-lo e enviou um email com sua apresentação, experiências e motivações. “O orientador tem me ajudado muito nas pesquisa, evitando que eu perca tempo em etapas improdutivas. Às vezes bate o tédio, diante de uma investigação de meses que não dá certo. É nesse hora que orientador te ajuda, trazendo visões diferentes acerca de um mesmo problema”, explica.

O passo a passo da boa escolha
Em primeiro lugar, pesquise a área em que você gostaria de fazer a sua pesquisa. Veja se a universidade possui estudos relevantes na área de seu interesse. Depois, veja quem são os professores que trabalham com esse tema. Entre no Currículo Lattes deles, leia suas publicações, busque seu nome no Google e veja se existem entrevistas com ele, enfim, busque o máximo de informações para conhecer melhor o seu orientador e em que tipos de assuntos e abordagens ele está envolvido.

Se for possível, tente conversar com um de seus orientandos. Procure saber se ele tem disponibilidade de tempo, se participa efetivamente do cotidiano dos seus alunos, se está disponível para dúvidas e se consegue entender as necessidades dos orientandos e guiá-los durante a pesquisa.

Se for possível, marque um encontro e ofereça-se para ajudar o seu futuro orientador, mesmo antes de ingressar no mestrado. Assim, vocês poderão passar um tempo juntos e você poderá entender melhor o cotidiano e a rotina de trabalho dele. Se você fizer um bom trabalho durante esse período de teste, provavelmente o próprio orientador irá sugerir que você se candidate a uma vaga de mestrado.

E aí é só continuar o trabalho. Lembrando que a escolha do orientador não é definitiva. Em alguns casos de grande desajuste a comissão de pesquisa pode ajudá-lo a se readequar, preservando assim a pesquisa durante o período do curso.

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