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Como fazer uma pós-graduação no exterior

Pensa em estudar em outro país? Veja nossas dicas para conseguir concretizar seus planos!

Por Gabriela Portilho Atualizado em 17 ago 2017, 18h32 - Publicado em 27 nov 2014, 10h00

Na hora de escolher uma pós-graduação no exterior, o estudante pode seguir diversos caminhos: juntar algum dinheiro e estudar em uma universidade paga, tentar ingressar em algum programa de bolsa de estudos financiado por instituições ou pelo próprio governo federal, ou ainda ir atrás de programas de bolsa de estudo ligados diretamente às universidades de destino. “As vantagens de um curso no exterior vão além da qualidade do ensino, mas permitem também uma nova experiência de vida, com expansão dos contatos afetivos e profissionais e a oportunidade de aprimorar um idioma”, explica Renata Moraes, gerente de educação da Fundação Estudar.

Bancando sua pós
Se você decidir custear sua própria pós-graduação no exterior tem que levar em consideração os altos custos envolvidos nessa missão. Nos EUA, por exemplo, todos os cursos ofercidos para pós-graduandos funcionam dentro de instituições privadas. Uma pesquisa elaborada pelo Hotcourses, o maior banco de dados de universidades do mundo, mostrou que países como EUA e Reino Unido apresentam os maiores custos universitários para aqueles que querem cursar um pós, com valores que variam entre 11 mil e 40 mil dólares por ano.

Se o caso for de MBA em uma universidade de ponta, como Oxford, MIT ou Harvard, os custos aumentam ainda mais, podendo superar os 50 mil dólares anuais. “Os bons cursos nessas universidades de ponta dão como retorno uma formação de alta qualidade, com excelentes níveis de empregabilidade no futuro. Mas, como os custos são bem altos, a pessoa deve avaliar se o investimento será ou não recompensado no futuro com o salário em seu novo cargo”, explica Renata.

Dependendo da qualidade e capacidade financeira do aluno, algumas universidades oferem opções de financiamento em até 20 anos, “Tudo vai depender da capacidade do aluno. Se ele for um talento que a faculdade deseja reter há mais chances de conseguir bolsas ou financiamentos mais generosos”, diz Renata.

Além dos gastos com o curso, o aluno deve levar em consideração os custos de vida no local, com moradia, transporte e alimentação, que não estão em incluídos nas taxas anuais.

Fique ligado!

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Bolsa de estudos
Caso você não tenha essa grana toda sobrando por mês, uma alternativa são os programas de bolsa de estudo. Diversas instituições nacionais e internacionais oferecem bolsas para pós-graduação no exterior e o número tende a aumentar ainda mais com os programas do governo federal como o Ciências Sem Fronteiras, dedicado aos cursos de pós graduação na área de exatas e biológicas, e o novo Cultura sem Fronteiras, com foco na área de humanas.

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Até 2015, o Programa Ciência sem Fronteiras promete oferecer 100 mil bolsas de estudo para doutorado, pós doutorado e mestrado profissional. Os valores da bolsas giram em torno de 1300 a 2100 dólares para doutorado sanduíche e pós doutorado.

Fundações como a Lemman, e a Fundação Estudar também oferecem bolsas de estudo para pós-graduação. Instituições estrangeiras como Fundación Carolina e Fullbright também oferecem esse mesmo tipo de bolsas de estudo.

Em alguns países cujo ensino público superior é gratuito como Alemanha, Suécia, Finlândia, França, Noruega e Eslovênia é possível cursar uma pós custeando apenas seus gastos com moradia, transporte e alimentação. Vale levar em consideração que, se você estiver pensando em trabalhar para custear a vida,
na maioria desses países há um limite de horas de trabalho permitidas, que muitas vezes não são suficientes para bancar seus gastos. Por isso, guardar algum dinheiro para se sustentar por lá, ou tentar um financiamento podem ser algumas das opções.

Para aqueles que querem estudar fora, conhecer uma outra cultura e não tem tanto dinheiro disponível, é possível também tentar ingressar em uma pós em alguma universidade da América do Sul, onde o custo de vida é mais econômico e você ainda pode treinar o seu espanhol. O governo colombiano, por exemplo, oferece bolsas em mais de 1000 cursos de especialização, além de cobrir todos os gastos com mensalidades, materiais escolares e seguro de saúde e incluir uma ajuda de custo mensal no valor de de três salários mínimos locais.

Importância dos testes de proficiência
Vale lembrar que, durante o processo seletivo, quase todas as universidades exigem no seu processo seletivo um exame de proficiência na língua local, ou no inglês, para que o aluno possa acompanhar o conteúdo das aulas.

Em inglês, os testes de proficiência mais comuns são o International English Language Testing System (IELTS), o Test of English as a Foreign Language (TOEFL) e o Test of English for International Communication (TOEIC), com valores variando entre 200 e 400 reais.

Mas, se o seu destino for um país de língua espanhola, o exame mais comum é o DELE (Diploma de Espanhol como Língua Estrangeira), que é o teste oficial de avaliação do grau de fluência em espanhol, emitido e reconhecido pelo Ministério da Educação, Cultura e Esporte da Espanha.

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