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Existe um momento certo para investir em uma pós no exterior?

Experiência pode proporcionar grandes aprendizados e crescimento profissional, mas é preciso analisar prós e contras

Por Ana Carla Bermúdez Atualizado em 17 ago 2017, 17h29 - Publicado em 28 ago 2015, 12h34

Se fazer uma pós-graduação já é uma experiência valiosa pelo grande aprendizado que esse tipo de curso proporciona, realizá-lo no exterior pode trazer mais vantagens ainda. No entanto, essa experiência demanda um grande investimento psicológico e financeiro, o que acaba levantando a questão: existe um momento certo para fazer uma pós em outro país?

“Depende do objetivo do aluno e do curso que ele está buscando”, afirma Rafael Martines, aluno da Universidade de Columbia e co-fundador do Vetor Brasil. Isso porque os dois principais caminhos possibilitados pela pós são a transição de carreira, para quem não está satisfeito em sua profissão, e o impulsionamento dela, para quem deseja seguir na área.

Planejamento é a palavra-chave

Para ambos os caminhos, a palavra-chave é a mesma: planejamento. Mas, segundo Martines, quem deseja mudar de carreira com uma pós no exterior deve começar a se programar com ainda mais antecedência.

“Para quem procura fazer uma transição de carreira, o ideal é começar a planejar a pós-graduação no momento em que foi percebido que a sua carreira atual não lhe satisfaz mais”, explica. Isso porque, nesse caso, o aluno provavelmente precisará ainda construir a história que irá convencer o admissions office da instituição a conceder a vaga para ele.

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Impulsionar
Já quando a intenção é seguir a carreira atual e impulsioná-la com a pós, os passos a serem seguidos envolvem a pesquisa das universidades e cursos oferecidos por elas, além de procurar saber quais são as exigências de cada uma para a aplicação a uma vaga (há instituições que pedem, por exemplo, publicações acadêmicas prévias).

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Martines ainda dá a dica: “tenha em vista que você precisará vender histórias de sucesso para as universidades. Por isso, é muito importante que você participe de projetos até o fim para criar essas histórias.” Além disso, é preciso se planejar bem financeiramente para esse período. Pós-graduações no exterior são caras, assim como o custo de vida fora do Brasil.

Foi o que fez Juliana Sá, que se graduou em Educação Artística pela Universidade de Campinas (Unicamp) e agora está cursando um mestrado em Práticas Artísticas Contemporâneas na Faculdade de Belas Artes, da Universidade do Porto, em Portugal. “Quando tive condições financeiras favoráveis e havia encontrado um curso que parecia completar minha formação, não hesitei em seguir com o plano de estudar fora do país”, afirma.

Ela ressalta que, antes da escolha, é importante fazer uma pesquisa não só sobre a universidade e o curso, mas também sobre a cidade em que se vai viver, se há oferta cultural e alternativas de lazer interessantes. Assim, a adaptação a esse ambiente tão diferente pode acontecer de maneira mais fácil.

Entre as diferentes oportunidades a que teve acesso por fazer uma pós no exterior, Juliana conta que seus maiores aprendizados vieram de programas oferecidos em paralelo ao curso. “A grande circulação de pessoas aqui na Europa foi de grande valia: workshops com gravuristas da Bélgica, Inglaterra e Japão ou então palestras com filósofos e artistas contemporâneos.”

Analisar é fundamental

Além de abrir portas para uma carreira internacional e melhorar o desempenho profissional, o contato com outras culturas e costumes proporcionado por um curso fora do país é algo de muito valor para o crescimento pessoal. No entanto, é preciso analisar os benefícios que essa experiência pode trazer tendo em vista todos os esforços que ela demanda.

“Os prós e contras de uma pós-graduação mudam muito para cada indivíduo de acordo com seus objetivos de carreira, experiências prévias, situação financeira e expectativa de aprendizado”, afirma Martines. As condições serão diferentes para cada pessoa, mas o objetivo da avaliação destes fatores é o mesmo: não tomar a decisão de forma precipitada.

 

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