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O que é melhor: tentar uma única seleção de pós-graduação ou várias ao mesmo tempo?

Fazer mais de uma inscrição em programas de mestrado ou doutorado pode trazer mais chances, mas também exige muita dedicação

Por Ana Carla Bermúdez Atualizado em 16 Maio 2017, 13h46 - Publicado em 13 nov 2015, 12h35

O rigor dos processos seletivos de mestrado e doutorado muitas vezes fazem aflorar a insegurança dos candidatos, que acabam se sentindo atraídos pela ideia de se inscrever em várias seleções simplesmente por acreditarem que assim terão mais chances de aprovação.

No entanto, isso nem sempre é verdade: cada processo seletivo possui suas especificidades, e para conseguir a vaga o candidato deve estar muito bem preparado para atender a cada uma delas. “A variedade de exigências e de bibliografias é grande”, ressalta Ricardo Saban, diretor de pesquisa e pós-graduação stricto sensu da Universidade Anhembi Morumbi.

Foco na pesquisa
A melhor maneira de encontrar o caminho certo, segundo Saban, é focar na pesquisa. “Se o candidato tiver clareza do que pretende pesquisar, certamente perceberá que as alternativas ideais são limitadas”, afirma. Isso porque cada programa, além de ter uma linha de pesquisa específica, possui uma infra-estrutura, uma grade curricular e um corpo docente diferente.

Mesmo assim, isso não faz com que a ideia de tentar mais de uma seleção ao mesmo tempo seja proibida – assim como existem programas completamente diferentes, há os que possuem suas semelhanças e que podem servir ao candidato de maneiras distintas, conforme os objetivos que ele deseja alcançar.

No entanto, é preciso estar plenamente consciente de que a dedicação terá de ser muito maior se comparada aos esforços necessários para o preparo de apenas uma seleção. Além disso, essa situação abre espaço para outra dúvida: o que o candidato deve fazer caso não seja aprovado no seu programa preferido, mas sim em outro?

Futuro e objetivos
A peça-chave, nesse caso, é lembrar novamente dos objetivos que se deseja atingir com a pós-graduação. “Cursar um programa de mestrado ou doutorado somente por obrigação, sem respeitar sua vontade ou que não esteja adequado ao perfil profissional e pessoal, pode gerar uma frustração”, pondera Angelo Palmisano, pró-reitor acadêmico do Complexo Educacional FMU.

Quem faz o curso que realmente tem interesse, geralmente se transforma em um excelente profissional, já que a afinidade pelo tema leva a conhecê-lo e estudá-lo mais a fundo. Portanto, o aluno precisa analisar se o mestrado ou doutorado onde foi aprovado realmente é de seu interesse – caso não seja, o mais indicado é tentar novamente o programa em que não foi aprovado no próximo edital.

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