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Pós-graduação a distância é alternativa à falta de tempo

Você quer se aperfeiçoar, mas vive uma rotina de trabalho intensa que não permite uma dedicação diária à uma pós-graduação? EaD pode ser uma boa alternativa

Muitas pessoas que desejam fazer uma pós-graduação passam pelo mesmo problema: sentem uma grande necessidade de se aperfeiçoar, querem renovar os seus conhecimentos, mas vivem uma rotina de trabalho intensa que não permite grandes deslocamentos ou uma dedicação diária a uma pós-graduação.

Nesses casos, a Educação a Distância (EaD) pode ser uma alternativa para fazer o curso sem sair de casa, tornando seus cronogramas e prazos diários mais flexíveis. Cursos a distância, aliás, são vistos hoje em todo o mundo como uma das principais tendências dentro da educação. No ano passado, o MIT (Massachusetts Institute of Technology), levantou uma série de recomendações e tendências pedagógicas para o futuro das universidades, nas quais o ensino a distância era um dos pontos centrais. No Brasil, estima-se que o crescimento anual dos cursos de pós graduação a distância seja de 15 a 25%. Os resultados variam entre os diferentes institutos de pesquisa.

Para Stavros Panagiotis Xanthopoylos, vice-presidente da ABED (Associação Brasileira de Educação a Distância), a flexibilidade e a familiaridade com o ambiente virtual são as principais chaves para o sucesso do ensino não-presencial. “Na EaD, o aluno consegue montar sua própria rotina de estudos, dedicando-se às aulas nos horários mais convenientes para ele. Além do mais, utiliza de ferramentas com as quais já está familiarizado no mundo virtual, o que ajuda a explicar o crescimento recente desta modalidade”, explica.

Mas se você acha que isso é sinônimo de uma pós-graduação mais fácil, está enganado. Em algumas etapas, o aluno terá que comparecer ao local do curso para realizar provas, reuniões e apresentar seu trabalho final, por exemplo. Antes de fazer sua inscrição, verifique com a universidade o local do polo de encontro e a quantidade de encontros necessária durante o curso.

O cronograma de leituras também costuma ser bastante puxado, o que obriga o aluno a dedicar várias horas semanais ao curso. Além do mais, como em qualquer outro curso de ensino superior, por lei, o aluno de EaD tem que fazer exames presenciais regulares e atingir a nota média em todos as disciplinas, sob a pena de ser reprovado e precisar cursar a disciplina mais uma vez.

Alívio para o bolso

A pós-graduação a distância também pode ajudar aqueles que têm poucos recursos para investir na sua formação no momento, já que essa modalidade costuma ser mais barata dos que os seus correspondentes presenciais por exigir menos gastos com infraestrutura. Em uma mesma instituição, o valor para a modalidade a distância chega a ser 75% menor, segundo levantamento feito pela Abed.

Existem ainda algumas opções gratuitas, oferecidas pelos governos estaduais e federais. A mais popular delas é a Universidade Aberta do Brasil (UAB), uma instituição federal que oferece dezenas de cursos, especialmente para professores que fazem pós em EaD. A Universidade Virtual do Estado de São Paulo, da Unifesp, também oferece alguns cursos de pós não presenciais.

Diante da tamanha oferta de cursos, é fundamental buscar referências e informações. Embora muitos afirmem ter autorização para funcionar, só podem emitir diplomas válidos aqueles que forem credenciados pelo MEC. Um bom modo de saber se o seu curso entra ou não nessa lista é consultando a instituição escolhida na página do e-MEC.

Apesar da aceitação cada vez maior do mercado, fazer o curso em uma universidade de qualidade ainda é um diferencial. “Se for cursada em uma boa instituição, a pós a distância nada deve aos cursos de graduação presenciais. E ainda tem a vantagem de desenvolver nos estudantes algumas habilidades específicas importantes para o mercado de trabalho, como a disciplina, o trabalho em equipe a distância, a flexibilidade e atuação com ferramentas de TI”, explica Stavros.

Vale lembrar que o diploma tem a mesma validade de um diploma presencial e vale para ingresso em outras universidades públicas – em um doutorado, por exemplo, ou mesmo para concursos públicos.

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