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Como usar seu repertório na redação da melhor maneira possível?

Simplesmente escrever uma série de referências sobre variados assuntos não garante uma boa nota na hora da prova

Por Julia Di Spagna Atualizado em 6 dez 2020, 11h45 - Publicado em 24 mar 2020, 14h55

Você passa o ano inteiro acompanhando o noticiário, assistindo a filmes elogiados pela crítica, construindo relações entre os conteúdos de sala de aula e pensamentos filosóficos consagrados e até se programa para visitar museus e exposições. Além de aumentar seu repertório cultural para o dia a dia, a ideia é se sentir mais preparado para os vestibulares e, principalmente, para a redação.

  • Muitos estudantes investem no quesito “repertório”, mas não necessariamente sabem como aplicá-lo na hora da prova. “Utilizar o repertório científico, histórico, filosófico, cultural e artístico acumulado em sua vida escolar e social certamente é um modo de enriquecer o texto e impressionar a banca avaliadora. No entanto, não deve ser feito de modo aleatório, desconexo ou caótico”, explica Andréia Silveira Tavares, professora de redação do Maximize, de São Paulo.  

    Por isso, é necessário organizar uma coleta de dados, autores, obras que reforcem e validem a análise que você decidiu fazer. Também é importante montar a sequência em que tais dados serão oferecidos, para que se crie o que a professora chama de uma progressão argumentativa.

    Thiago Braga, professor e autor do Sistema de Ensino pH, destaca também a importância do repertório que será utilizado ter relação com o tema da proposta. “Muitos alunos memorizam ideias ou frases e querem forçar o uso na prova, mas isso, obviamente, não funciona”, diz. 

  • Outra dica é pensar em como articular a referência no texto. Ele vai ser usado para contextualizar a introdução? Para aprofundar ou dar base a um argumento? Aquele repertório precisa ter uma função clara no texto.

    E, segundo o professor, precisa ser algo objetivo. “Ele não pode ser o cerne da argumentação, mas um instrumento em prol da contextualização”. Com isso em mente, não se esqueça também de dar os créditos de maneira correta.

    Vale ressaltar que o Enem especificamente costuma exigir temas relacionados a atualidades, então uma orientação da especialista é que o candidato fique atento aos noticiários locais e nacionais. E como o exame adora a questão da interdisciplinaridade, é válido conectar disciplinas e temas já presentes na avaliação, como a Filosofia, a Sociologia e a Literatura. 

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