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1º lugar de Medicina na USP apostou na rotina flexível do cursinho online

Diego Araújo conta como lidou com as distrações dentro de casa e as estratégias que desenvolveu para manter o foco estudando à distância

Por Juliana Morales Atualizado em 18 fev 2022, 11h30 - Publicado em 17 fev 2022, 19h30

O mineiro Diego Franco Araújo, 19, alcançou o primeiro lugar de Medicina na Universidade de São Paulo (USP) no vestibular 2022. Para a aprovação, o estudante apostou em um cursinho preparatório online, uma tendência que se consolidou com as imposições de distanciamento da pandemia. Equilibrando momentos de foco com descanso, Diego montou um cronograma flexível e passou a entender o que funcionava ou não na sua rotina de estudos.

Apesar do estudante ocupar o pódio de uma das universidades mais concorridas do país, engana-se quem acredita que essa adaptação do presencial para o remoto foi fácil. Diego estava no terceiro ano do Ensino Médio quando a pandemia começou e as escolas tiveram que recorrer ao EaD. “De início, foi um baque pra mim, eu me desorganizei demais, deixei até de ver aulas. Assim como a maioria da pessoas, achei que seria apenas uma quarentena e, em 40 dias, iria acabar e eu voltaria ao colégio”, conta o estudante.

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Ao longo dos meses, Diego foi se adaptando e encontrando um jeito de estudar dentro de casa. Em 2021, já formado no Ensino Médio, conseguiu uma bolsa de estudos integral pela plataforma online do Curso Anglo. Em conversa com o GUIA DO ESTUDANTE, ele contou como foi a experiência em relação ao cursinho online e o caminho para conquistar a tão sonhada vaga na universidade.

Ser flexível sem perder o foco

Diego relembra que no primeiro mês do cursinho online começou a acompanhar as aulas síncronas – aquelas que são em tempo real e mais se assemelham com o modelo presencial, com horários definidos. Não funcionou. “Eu não me adapto muito bem com uma rotina rígida. Então, passei a ver aulas gravadas em horários alternativos”, conta. Para ele fez toda a diferença essa flexibilidade, principalmente em relação ao sono: “Eu não tinha horário certo para acordar. Levantava no meu tempo e depois seguia o cronograma do cursinho”.

Apesar desse estilo mais flexível, Diego traçava metas de quantas aulas tinha que ver por dia para se organizar.  “Geralmente, eu assistia às aulas na parte da manhã, almoçava, ia à academia, voltava, estudava mais um pouco e dormia”, diz o estudante. Na parte da tarde também era o momento em que ele tirava dúvidas com os professores plantonistas da plataforma.

Além do cursinho tradicional, o estudante fazia um curso específico para reforçar o treino de redação. Ele considerava a dissertação sua maior dificuldade no vestibular da USP. “Por isso, fazia duas redações por semana. Não teve uma vez que não cumpri essa meta”, diz orgulhoso.

Rigorosamente, aos fins de semana, Diego fazia simulados. E quando não tinha prova, aproveitava para descansar. “O simulado também acontecia de forma online, mas eu imprimia a prova e uma folha de gabarito para que a minha experiência se assemelhasse mais ao dia oficial da prova”, conta o estudante.

Diego brinca que sempre “trabalhou no atraso”. “Eu acabei entendendo que a maioria dos estudantes sempre está atrasada com as matérias. É impossível estar 100% em dia com tudo”, defende. O que ele sempre se preocupou foi em não perder o controle e acabar se atrasando além da conta. Para isso, buscava colocar metas diárias menores e realistas.

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No topo da lista

Diego elenca dois fatores determinantes para o seu desempenho na Fuvest. O primeiro foi ter tido uma base muito boa na escola e ter aproveitado isso. “Eu tinha um fichário com as anotações de todo terceiro ano do ensino médio e antes de todas as provas da escola eu revisava até sair de casa. Sempre me dediquei muito”. O segundo foi relaxar um pouco nesse ano e manter certo equilíbrio entre estudo, descanso e lazer.

“Meu conselho para os vestibulandos é fazer o básico bem feito. Nunca acreditei em métodos mirabolantes e milagrosos para aprovação. Me conheci muito bem para fazer, de forma direta, o que realmente funcionava para mim”, diz.

As dificuldades do remoto

Embora tenha se saído muito bem depois de um ano de ensino remoto, a experiência de Diego mostra que se adequar ao EaD não é tão simples, ainda mais em um contexto de pandemia. “Chegou no fim do ano, eu não estava aguentando mais o online”, afirma Diego. O estudante fala como é mais fácil perder o foco estudando em casa, com a cama ao lado da mesa de estudos, as notificações do celular tocando, e sem ninguém para repreender ou chamar a atenção. “Eu estudava no meu quarto, mas, muitas vezes, tinha bastante barulho de obra dos vizinhos. Aí eu procurava um espaço silencioso no condomínio para continuar os estudos”, conta.

Além das distrações e do barulho, ficar horas no mesmo ambiente também foi um desafio para o estudante. “Minha casa virou um não-lugar para mim por eu ficar o tempo todo ali. Eu não tinha aquele prazer de chegar em casa após um dia cansativo, sabe?”. Diego mora em um apartamento com os pais. Os dois são médicos e foram os responsáveis por inspirarem o filho na escolha do curso, contando as histórias de suas vivências nos hospitais.

Agora, com a matrícula na USP já feita, o estudante mineiro vai se despedir do apartamento que foi seu local de estudo no último ano e se mudar para São Paulo, onde irá estudar nos próximos anos. Ele conta que a correria para resolver a mudança só não é maior que a ansiedade para começar essa nova etapa. Dessa vez, fora de casa.

 

Ah, e para você que chegou até o final deste texto e quer muito passar no vestibular, vale lembrar que a trajetória e a realidade de cada estudante é única e não cabe comparações. Conhecer a história do Diego e de outros candidatos que tiveram ótimo desempenho é uma ferramenta para se inspirar, pegar dicas de estudo e estratégias de prova, sempre adequando ao seu estilo e, principalmente, à sua realidade.

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