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As universidades de onde saíram os apps mais baixados do mundo

Saiba mais sobre a criação do WhatsApp, do Instagram e do Facebook

Por Redação 14 fev 2021, 12h19

Este texto foi originalmente publicado no portal Estudar Fora, parceiro do Guia do Estudante.

Os aplicativos são uma das melhores ilustrações de como o conhecimento produzido nas universidades pode gerar disrupção em diversos mercados. Entre os apps mais baixados do mundo, todos eles foram criados por estudantes egressos de excelentes universidades. E os estudos realizados nessas escolas também são parte integral do sucesso desses aplicativos.

Por isso, falamos a seguir sobre as origens de alguns dos aplicativos mais baixados do mundo. Analisamos a seguir quem foram os criadores desses aplicativos, onde eles estudaram, e como as suas universidades contribuiram para o desenvolvimento e o sucesso desses programas.

Para ver quais foram os apps mais baixados, usamos a listagem do site App Annie, que analisa o mercado de aplicativos e levantou os aplicativos mais baixados da década passada (2010-2019). Também usamos informações do site Business Insider, que agregou mais números às listas. Confira:

Facebook e Facebook Messenger – Harvard

A história da criação do Facebook já é notória e foi até mesmo ficcionalizada no filme A Rede Social. De maneira extremamente resumida, porém, Mark Zuckerberg criou o aplicativo mais baixado da última década enquanto era estudante de Harvard. Inicialmente, o Facebook era uma rede social bem pequena, voltada apenas para a comunidade universitária, mas que se expandiu de maneira monstruosa.

Já o Messenger foi uma espécie de extensão do Facebook que surgiu após a rede social já ter centenas de milhões de usuários. Ele permite a troca de mensagens entre pessoas conectadas à rede, além da criação de chatbots e do compartilhamento de áudios, vídeos e arquivos. Segundo o Business Insider, o Facebook já foi baixado 4,6 bilhões de vezes na última década. O Messenger, “apenas” 4,4 bilhões.

Se há algo que a criação do Facebook ilustra, é o fato de que a vivência universitária vai além das salas de aula. Ainda que uma universidade oferecesse todo o conhecimento técnico necessário para alguém criar uma rede social como o Facebook, é difícil imaginar o seu surgimento em um contexto que não promovesse o convívio e a troca entre os alunos.

WhatsApp – Universidade da Pensilvânia

Embora o WhatsApp seja hoje controlado pelo Facebook, a criação do aplicativo não tem nada a ver com a da rede social. Ele foi criado em 2009 por dois ex-colegas que trabalharam no Yahoo!, Brian Acton e Jan Koum. Tornou-se desde então um dos apps mais baixados do mundo, com 4,3 bilhões de downloads na última década.

Acton tem uma trajetória mais tradicional de empreendedores de aplicativo. Ele recebeu bolsa integral para estudar na Universidade da Pennsylvania, mas saiu depois de um ano para estudar em Stanford — universidade conhecida por seu foco em empreendedorismo — onde se formou em Ciência da Computação em 1994. Trabalhou na Adobe e Apple antes de entrar para o Yahoo, onde conheceu Jan Koum.

Koum, por sua vez, nasceu em Kiev, na Ucrânia, e veio para os EUA aos 16 anos, em 1992. Estudo na San Jose State University e trabalhou na área de segurança na empresa Ernst & Young antes de ser contratado pelo Yahoo!. Mas Koum já afirmou que sua experiência vivendo sob um governo autoritário foi determinante para que ele se esforçasse para que o WhatsApp tivesse criptografia ponta-a-ponta.

Instagram – Stanford

O Instagram é outro aplicativo que se originou fora do Facebook, mas que depois foi comprado pela rede social em um acordo bilionário. Seus criadores foram Kevin Systrom e Michel Krieger, que idealizaram o app em 2010. Inicialmente, o objetivo dele seria só permitir que usuários fizessem check-in em estabelecimentos, mas foi o recurso de compartilhamento de fotos que fez com que o app decolasse.

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Tanto Systrom quanto Krieger fizeram a graduação em Stanford, e foi lá que eles se conheceram. Nesse ponto também o foco da universidade em empreendedorismo foi determinante para a carreira dos dois. Systrom chegou a participar do programa Mayfield Fellows da universidade, que oferece treinamento aprofundado e estágios em empresas de tecnologia para quem pretende atuar na área.

Durante seu período nesse programa, Systrom trabalhou na Odeo, uma empresa que mais tarde daria origem ao Twitter. Esse conhecimento em primeira mão de uma empresa de aplicativos, combinado com as habilidades de gestão e programação que ele adquiriu em Stanford, foram providenciais para o sucesso do app. Ele foi baixado mais de 2,7 bilhões de vezes ao longo da década passada.

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Skype – Universidade de Tartu

Conhecido hoje por ser um entre muitos apps que permitem realizar ligações em vídeo, o Skype é um dos primeiros da lista de aplicativos mais baixados do mundo que não pertence atualmente ao Facebook. Pertence, por outro lado, à Microsoft, que adquiriu a empresa Skype Technologies por trás do serviço em 2011. Mas quando isso aconteceu, a organização já existia há bastante tempo.

A empresa Skype Technologies foi fundada em 2003, por um dinamarquês e um sueco. Mas o software que usamos hoje foi desenvolvido por dois estonianos, Priit Kasesalu e Jaan Tallinn. Kasesalu estudou Ciência da Computação pela Universidade Técnica de Tallinn (capital do país) em 1992. Tallinn, por sua vez, se graduou pela Universidade de Tartu em Física Teórica, mas acabou indo trabalhar na indústra de tecnologia de informação também.

Kasesalu e Tallinn criaram o Skype com base no mesmo protocolo de compartilhamento de dados “peer-to-peer” (usuário a usuário) que era usado no programa Kazaa. O nome Skype vem de “Sky peer-to-peer”, e foi abreviado para “Skyper”. Mas como os domínios associados ao nome Skyper já haviam sido comprados, a empresa cortou o R do final de seu nome e virou Skype. O aplicativo foi baixado 1,3 bilhão de vezes na última década.

Netflix – Stanford

A Netflix não está na lista de apps mais baixados do mundo da última década, mas fica no topo de outra lista igualmente importante: as de aplicativos com maior receita na última década. A plataforma de streaming (e produtora) de séries e filmes foi também a responsável pelo app que mais rendeu dinheiro nas lojas virtuais do Google e da Apple.

O atual presidente e co-fundador da Netflix, Reed Hastings, tem uma história interessante. Ele fez a graduação em matemática no Bowdoin College, no Maine, e depois se aventurou em diversas áreas. Participou do treinamento de oficiais da marinha estadunidense, mas não o completou. Também deu aulas de matemática em escolas rurais da Suazilândia entre 1983 e 1985, como parte da agência federal dos EUA Peace Corps.

Depois, em 1988, ele concluiu seu mestrado em Ciência da Computação em Stanford, uma escola conhecida por seu foco em empreendedorismo. Hastings é um exemplo do que a formação da universidade pode oferecer. Logo após se formar, ele criou uma empresa chamada Pure Software, que foi vendida por uma soma milionária alguns anos depois. Foi com o dinheiro dessa venda que ele iniciou a Netflix com um colega da sua empresa anterior, inicialmente como um serviço de aluguel de DVDs por correio.

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