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Bolsas de intercâmbio na graduação: o que são e como conseguir

Existem, sim, bolsas para quem ainda está no começo do ensino superior. Saiba mais!

Por Redação Atualizado em 30 nov 2020, 17h12 - Publicado em 15 nov 2020, 08h02

Para quem faz doutorado, é comum que haja bolsas que permitam passar alguns meses ou anos estudando em outro país (o popular “doutorado sanduíche”). E embora sejam menos comuns, há bolsas parecidas para quem ainda está no começo do ensino superior. Bolsas de intercâmbio na graduação existem sim, e a seguir vamos falar sobre elas — e sobre como conseguir uma.

O que são bolsas de intercâmbio na graduação

Assim como as bolsas de doutorado sanduíche, as bolsas de intercâmbio na graduação permitem que o estudante passe alguns meses estudando em outro país. Ele continuará cursando, no país de destino, o mesmo tema de sua graduação no Brasil. Mas terá a experiência de um estudante intercambista na universidade de destino.

Em geral, essas bolsas tem o objetivo de fortalecer os laços de ensino, pesquisa e extensão entre as universidades participantes. Via de regra, se um estudante brasileiro ganha bolsa para estudar numa universidade estrangeira, a universidade que envia o estudante brasileiro se compromete a receber também um aluno da universidade estrangeira.

Para as universidades, isso é positivo por vários motivos. Um deles é o fato de que os principais rankings de melhores universidades do mundo avaliam positivamente escolas com maior grau de internacionalização. Ou seja: ter mais alunos estrangeiros nas suas salas de aula pode melhorar suas posições nos rankings.

Mas além disso, esse tipo de intercâmbio também tem benefícios menos diretos para as universidades. Como o mercado de trabalho valoriza pessoas que tiveram experiências no exterior, oferecer bolsas de intercâmbio na graduação é uma maneira para que as universidades elevem a empregabilidade de seus alunos. Isso também fará com que elas sejam melhor avaliadas.

Também é possível que as bolsas de intercâmbio na graduação tragam benefícios para a área de pesquisa das universidades. Os estudantes estrangeiros, no intercâmbio, podem levar novas ideias e abordagens de pesquisa para as escolas que os recebem. Ao mesmo tempo, ao voltar, podem trazer consigo os conhecimentos das instituições onde ficaram. Esse tipo de troca, no entanto, é mais comum nas bolsas de doutorado sanduíche.

Quais organizações oferecem essas bolsas?

Muitas vezes as bolsas de intercâmbio na graduação são fruto de acordos bilaterais entre as universidades participantes. Representantes das escolas determinam, entre si, como será feita a oferta dessas bolsas, qual será o prazo, quais serão os requisitos e quais os benefícios concedidos aos bolsistas.

A vantagem de bolsas oferecidas pela própria universidade é que elas costumam levar em conta o plano de estudos do aluno. Como as duas escolas conhecem seus currículos, é mais fácil para que o aluno tenha o aproveitamento dos créditos estudados no exterior. Com isso, o risco de que ele acaba estendendo o período necessário para se formar por causa do intercâmbio é menor.

Além delas, no entanto, há alguns programas promovidos por outras organizações que também permitem que alunos de graduação passem um tempo em outra universidade. O Santander, por exemplo, oferece alguns programas desse tipo, entre os quais está o Top España, que acontece todo ano e tem como destino países de língua espanhola.

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Fundação Carolina também oferece anualmente algumas centenas de bolsas de estudo. Embora o foco seja pós-graduação, às vezes a organização também oferta bolsas para estudantes de graduação passarem um período de estudos em outro país (a Espanha é o destino mais comum).

Outra maneira de buscar por bolsas de intercâmbio na graduação é em embaixadas e consulados. Esses órgãos geralmente têm interesse em promover o intercâmbio de estudantes universitários, e às vezes oferecem bolsas para os países que representam. Agências que promovem o ensino superior de outros países no Brasil, como a Campus France ou a EducationUSA, também podem indicar oportunidades desse tipo.

A própria Fundação Estudar, a fundação responsável pelo Estudar Fora, também oferece bolsas de intercâmbio na graduação como parte do Programa de Líderes Estudar. O programa acontece anualmente, e as inscrições costumam abrir no primeiro semestre de cada ano.

Como conseguir bolsas de intercâmbio na graduação

A melhor maneira de procurar por essas bolsas é perguntar junto à secretaria de relações internacionais da sua universidade. Na Universidade de São Paulo, por exemplo, existe a AUCANI, focada em cooperação acadêmica nacional e internacional. Outras universidades públicas e privadas também têm órgãos semelhantes com essa finalidade, e que poderão indicar oportunidades disponíveis.

Além disso, pode ser interessante procurar junto a consulados, embaixadas e outras organizações de cooperação internacional entre o Brasil e países estrangeiros. No Estudar Fora, temos um post que destaca as melhores bolsas de estudo com inscrições abertas, e ele está sempre atualizado com as oportunidades disponíveis.

Os requisitos para as bolsas costumam ser bom desempenho acadêmico e proficiência no idioma da universidade estrangeira (embora muitas universidades tenham o inglês como idioma de estudo, mesmo que ele não seja a língua oficial do país). Também é comum que os processos exijam carta de motivação e cartas de recomendação.

Em alguns casos, pode ser interessante (ou mesmo necessário) que o estudante entre em contato com um professor da universidade de destino e se apresente. Isso ajuda a mostrar que ele sabe o que aquela universidade tem a oferecer, e que ele próprio pode contribuir para a instituição por meio do intercâmbio.

Este texto foi originalmente publicado no portal Estudar Fora, da Fundação Estudar, parceira do Guia do Estudante. 

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