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Ciência sem Fronteiras exclui alunos de graduação

Últimos selecionados deverão concluir atividades até 2017; bolsas de pós-graduação serão mantidas

O Ciência sem Fronteiras não oferecerá mais bolsas para estudantes de graduação, e manterá o foco na pós-graduação e em um novo nicho: jovens de baixa renda que estejam cursando o ensino médio em escolas públicas e desejem aprender outro idioma no exterior. As informações foram divulgadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Segundo a Capes, o governo determinou uma minuciosa análise técnica do Ciência sem Fronteiras e identificou a necessidade de aperfeiçoamento do programa, especialmente na graduação, uma vez que as universidades vinham encontrando problemas em equivaler disciplinas do currículo comum com as de outros países.

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“Outro ponto considerado foi o custo elevado para a graduação sanduíche, cerca de R$ 3,248 bilhões para atender 35 mil bolsistas em 2015 na Capes, valor igual ao investido em alimentação escolar para atender 39 milhões de alunos”, informou a nota. Em relação às bolsas para pós-graduação, a coordenação informa que “estas permanecem e, dentro do limite financeiro disponível, poderão até ser ampliadas”.

A Capes diz ainda que, conforme previsão inicial, o Ciência sem Fronteiras teve a concessão de bolsas finalizada em 2014, e que a atual gestão do Ministério da Educação incrementou em 20,9% o orçamento do programa para garantir a continuidade dos pagamentos das bolsas já concedidas. Os últimos estudantes selecionados pelo programa devem concluir suas atividades até o começo de 2017.

O Ciência sem Fronteiras foi lançado em 2011 com a meta de conceder inicialmente 101 mil bolsas. As bolsas são voltadas para as áreas de ciências exatas, matemática, química e biologia, engenharias, áreas tecnológicas e de saúde.